Corumbá está entre as cidades mais quentes do estado nesta quarta-feira, 08.
(Foto: Saul Schramm)
O Pantanal de Mato Grosso do Sul teve um mês de julho mais seco, com chuvas abaixo do esperado para o período. Dados divulgados nesta quarta-feira (5) pelo Cemtec-MS (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul) apontam que a região ficou entre as áreas com menores acumulados de chuva no Estado.
Enquanto o extremo sul de Mato Grosso do Sul registrou volumes entre 90 e 120 milímetros, boa parte do Pantanal, além das regiões norte, noroeste e oeste, teve acumulados entre 0 e 20 milímetros, com pontos isolados chegando a 40 milímetros.
Em meio ao cenário de pouca chuva, Corumbá registrou a maior temperatura do Estado durante o mês, com máxima de 38,3°C. O município pantaneiro liderou o ranking de calor, segundo dados das estações meteorológicas do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) e da rede estadual da Semadesc.
No balanço geral, julho terminou com chuva 17% acima da média histórica de referência, mas a distribuição foi considerada irregular. Campo Grande teve o maior acumulado proporcional, com chuva 282% acima da média, seguida por Nhumirim/Nhecolândia (245%), Mundo Novo (123%) e Itaquiraí (107%).
Além do calor intenso, o mês também foi marcado por grande variação de temperatura em Mato Grosso do Sul. Os registros ficaram entre 0,4°C, em Iguatemi, no extremo sul, e 38,3°C, em Corumbá.
A previsão do Cemtec indica que a irregularidade das chuvas deve continuar nos próximos meses, com possibilidade de influência de um El Niño forte durante o segundo semestre de 2026.
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