Representantes de Corumbá participaram de reunião com o Ministério Público, em Campo Grande.
(Foto: Divulgação/MPMS)
Corumbá deu mais um passo para resolver o histórico desafio da gestão de resíduos sólidos na região. Sob a articulação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), representantes do município, órgãos ambientais e empresas do setor se reuniram na segunda-feira, 27 de julho, em Campo Grande, para alinhar as metas de encerramento do lixão de Corumbá, fortalecimento da coleta seletiva e transição para um modelo sustentável.
O avanço na pauta ambiental é resultado direto de três procedimentos acompanhados pelo MPMS, liderados pelos promotores de justiça Ana Rachel Borges de Figueiredo Nina e Luciano Furtado Loubet, ambos do Núcleo Ambiental (Nugeo). A estratégia integrada foca na implementação de um aterro sanitário privado consorciado para atender as cidades de Corumbá e Ladário, na criação de uma Unidade de Triagem de Resíduos (UTR) com sistema de compostagem e no amparo social aos catadores locais.
O plano de trabalho imediato coloca a inclusão social na linha de frente. A Fundação de Meio Ambiente iniciará o levantamento e cadastramento de todos os catadores de materiais recicláveis da região, mapeando tanto os cooperados quanto os informais que hoje atuam no lixão. A partir deste diagnóstico, o poder público promoverá capacitações, organização coletiva em cooperativas e inserção em projetos de educação ambiental.
No campo da infraestrutura, Corumbá utilizará recursos já disponibilizados para expandir a triagem existente com o projeto da UTR e da unidade de compostagem. Paralelamente, o MPMS segue mediando a instalação do aterro sanitário privado. A alternativa é apontada como estratégica e urgente para garantir a segurança jurídica e ecológica das cidades, respeitando a vulnerabilidade e as restrições ambientais do bioma Pantanal.
Um novo encontro de acompanhamento foi agendado para que o município apresente os resultados e avanços práticos das medidas pactuadas.
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