Douglas Richard Ribeiro, autor do feminicídio, ao lado de Adrielle Encarnação Rodrigues, morta com 4 facadas nesta sexta feira.
(Foto: Rede Social)
O irmão de Douglas Richard Ribeiro Valverde, de 45 anos, detalhou em depoimento à Polícia Civil o cenário que encontrou ao chegar à casa da família onde ocorreu o feminicídio de Adrielle Encarnação Rodrigues. O crime aconteceu na última sexta-feira, 31 de julho, em Corumbá. Segundo informações publicadas pelo portal Campo Grande News, a testemunha foi a primeira pessoa a chegar ao local após receber uma ligação do próprio autor por volta das 6h50.
Ao entrar na residência, o homem de 42 anos relatou ter encontrado Douglas ferido com lesões na cabeça e no peito, enquanto Adrielle estava caída no chão da cozinha. A testemunha afirmou que preferiu não se aproximar da vítima. Poucos minutos depois, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ao endereço e confirmaram o óbito da jovem, acionando em seguida as forças de segurança e a perícia técnica.
Conforme o relato do irmão, Douglas estava em estado de choque e afirmou que os dois haviam saído juntos e consumido bebidas alcoólicas. O suspeito alegou que o casal iniciou uma discussão no quintal, momento em que teria sido atingido por um tijolo na cabeça. Ele sustentou ainda que tentou ir embora, mas retornou após insistência da companheira, evoluindo para uma luta corporal na qual teria recebido duas facadas no peito. Em seguida, ele admitiu ter desferido quatro golpes de faca contra o tórax de Adrielle.
Relacionamento conturbado e contestação da família
Aos policiais militares que atenderam a ocorrência, Douglas permaneceu em silêncio por orientação de seu advogado. O investigado passou pelo pronto-socorro para tratar os ferimentos e foi preso em flagrante pela Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM). O irmão afirmou no depoimento que o relacionamento do casal era marcado por idas e vindas, e alegou que Adrielle já havia agredido Douglas em episódios anteriores.
Por outro lado, a família da vítima contesta veementemente a versão do suspeito. Em entrevista concedia ao Campo Grande News, a irmã de Adrielle afirmou que o homem era extremamente possessivo e ciumento. Os familiares relataram que ela já havia aparecido com hematomas físicos antes, mas evitava tocar no assunto. Adrielle, que era mãe de uma menina de 5 anos, estava separada de Douglas há cerca de cinco meses, mas ele não aceitava o fim do relacionamento. Horas antes de ser assassinada, ela havia celebrado sua formatura em um curso técnico de Elétrica Industrial.
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