Rebanho bovino em Mato Grosso do Sul.
(Foto: Divulgação)
A Agência Estadual de Vigilância Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) confirmou o andamento da segunda etapa da campanha de vacinação contra a brucelose em todo o território estadual. Amparado pela Portaria Iagro nº 3.617/2019, o período de imunização estende-se até o dia 31 de dezembro de 2026, prazo final também para que o pecuarista efetue o lançamento obrigatório dos dados no sistema e-Saniagro.
A medida sanitária é estritamente obrigatória para todas as fêmeas das espécies bovina e bubalina que tenham idade entre 3 e 8 meses. A brucelose é uma zoonose grave que se enquadra no conceito de Saúde Única, demonstrando que a sanidade animal está diretamente interligada à saúde humana e à preservação ambiental. Nos rebanhos, a infecção causa abortos, infertilidade, nascimentos prematuros e má-formação fetal, desencadeando severas perdas financeiras na produtividade da carne e do leite. Nos seres humanos, o contágio costuma ocorrer pelo consumo de leite cru, queijos não pasteurizados ou carne contaminada, gerando febre crônica e dores severas nas articulações.
Regras de aplicação e punições para inadimplentes
Por se tratar de uma vacina viva e com alto risco de contaminação por manipulação incorreta, a dose deve ser administrada exclusivamente por um médico veterinário cadastrado na Iagro ou por um vacinador devidamente treinado e autorizado, atuando sob supervisão técnica. Os animais imunizados devem receber uma marcação a fogo definitiva no lado esquerdo da face, identificando o tipo de imunizante utilizado (B19 ou RB51) para fins de rastreabilidade.
O processo só adquire validade legal após o produtor rural registrar o atestado médico no portal eletrônico e-Saniagro. A ausência de comprovação até a data limite sujeita o proprietário a uma série de sanções administrativas e econômicas:
- Aplicação de multas financeiras por irregularidade sanitária;
- Bloqueio imediato da propriedade para a emissão de Guia de Trânsito Animal (GTA);
- Autuação formal por descumprimento de leis de saúde pública;
- Risco iminente de desvalorização comercial do plantel no mercado;
A agência reforça que em caso de dúvidas operacionais ou problemas de acesso ao sistema eletrônico, o pecuarista deve procurar a Unidade Local da Iagro de seu município antes do término do prazo para evitar o travamento da movimentação de sua fazenda.
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