Onça foi translocada para o Pantanal, em aeronave do Exército, no dia 03 de maio.
(Foto: IHP)
A onça-pintada Corumbella, que ganhou destaque após ser translocada de uma área urbana de Corumbá para uma região remota na Serra do Amolar no inicio deste mês de maio, está se adaptando com sucesso ao seu habitat natural. Monitorada de forma remota por meio de um rádio colar com tecnologia GPS, a fêmea vem apresentando excelentes sinais vitais e comportamento exemplar de readaptação. De acordo com ifnormações divulgadas pelo Instituto Homem Pantaneiro (IHP), neste domingo, 24 de maio, os dados de geolocalização revelam que ela está percorrendo áreas isoladas dentro do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, mantendo-se a dezenas de quilômetros de qualquer comunidade humana.
Essa força-tarefa de preservação é coordenada pelo Grupo Técnico (GT) Onças Urbanas Corumbá-Ladário. O coletivo reúne importantes instituições e pesquisadores dedicados à conservação, incluindo o IBAMA, o CENAP/ICMBio, a Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul (PMA), a Fundação de Meio Ambiente do Pantanal, a Defesa Civil de Corumbá, o Instituto Homem Pantaneiro (IHP) e a iniciativa Jaguarte. O uso do sensoriamento remoto por satélite foi estrategicamente planejado para apoiar a coexistência harmônica na região, oferecendo a segurança necessária para os moradores locais enquanto protege o felino, considerado o maior símbolo nacional da conservação da biodiversidade.
Desde que foi solta em 3 de maio, Corumbella não demonstrou nenhuma intenção de retornar a locais habitados. Pelo contrário: as análises diárias feitas pelos cientistas apontam que ela busca se distanciar cada vez mais da presença humana. Esse acompanhamento rotineiro cumpre uma metodologia rigorosa que vai se estender pelos próximos 12 meses. Além de mitigar riscos imediatos, o projeto funciona como uma valiosa fonte de dados para futuros estudos científicos sobre a ecologia e o manejo de grandes felinos no Brasil.
Embora a presença de uma onça-pintada historicamente divida opiniões — despertando tanto o fascínio quanto a tensão natural por se tratar de um predador de topo de cadeia —, especialistas reforçam que a ciência e o monitoramento técnico são fundamentais para mediar essa relação. Como reguladora essencial do ecossistema, a permanência de Corumbella na natureza preserva a saúde ambiental do Pantanal, provando que a coexistência baseada em tecnologia é o caminho mais equilibrado para o futuro da fauna e das populações tradicionais.
Receba as notícias no seu Whatsapp. Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal
Leia Também
Audiência defende projeto de expansão do terminal Gregório Curvo em Porto Esperança
Vereador pede intervenção do Estado para apurar possível emissão de materiais tóxicos na área urbana
Mato Grosso do Sul tem a menor área desmatada do Brasil nos últimos 7 anos
Audiência pública debate expansão de terminal de mineração em Corumbá
MS lança plataformas para monitorar desmatamento e queimadas
Corumbá aposta na arborização urbana para frear mudanças climáticas
Debate em Corumbá reúne críticas à concessão da Hidrovia do Paraguai
Pecuarista é condenado por fogo que devastou área do Pantanal
Novo atropelamento na BR-262 mobiliza pesquisadores no Pantanal