Viatura da Polícia Federal
(Danielle Valenttim)
O investigador da Polícia Civil Edivaldo Quevedo da Fonseca foi demitido do quadro permanente do Estado de Mato Grosso do Sul após decisão administrativa da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). A medida foi publicada após um Processo Administrativo Disciplinar conduzido pela Corregedoria da instituição.
O servidor foi um dos alvos da Operação Iscariotes, deflagrada em março deste ano pela Polícia Federal e pela Receita Federal para investigar uma organização suspeita de atuar com contrabando e descaminho de eletrônicos de alto valor.
A operação apontou suspeitas de participação de agentes de segurança pública no grupo investigado. Conforme divulgado pelas autoridades, os criminosos importavam produtos sem documentação fiscal e utilizavam veículos adaptados e outros métodos para transportar e distribuir as mercadorias em Mato Grosso do Sul e outros estados.
Entre os alvos da operação estavam dois investigadores da Polícia Civil, incluindo Edivaldo Quevedo da Fonseca e Célio Rodrigues Monteiro, conhecido como “Manga Rosa”. Os mandados foram cumpridos em Campo Grande e outras localidades durante a ação, que contou com 90 ordens judiciais expedidas pela Justiça Federal.
Segundo as investigações, agentes ligados a órgãos de segurança pública seriam suspeitos de fornecer informações sigilosas e auxiliar na logística do transporte das mercadorias. As apurações criminais continuam sob responsabilidade das autoridades competentes.
Com a decisão administrativa, Edivaldo Quevedo deixa oficialmente o quadro da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.
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