Policial militar ambiental durante fiscalização peventiva.
(Foto: Divulgação/PMA)
A Polícia Militar Ambiental (PMA) de Mato Grosso do Sul reforçou, ao longo desta semana, o policiamento ostensivo e preventivo em diversas regiões de Corumbá. A medida responde a registros recentes de avistamentos de onças-pintadas em perímetros habitados, visando garantir a segurança da população e a preservação da fauna local.
As equipes concentraram as rondas em locais com maior incidência de aparições do felino, incluindo as regiões da Cacimba da Saúde e arredores, Mirante da Capivara e Porto Dona Emília, além de margens e áreas próximas à rodovia federal BR-262.
A necessidade desse policiamento intensivo foi reforçada pelo recente e trágico incidente no bairro Dom Bosco, que chocou a comunidade local. Na ocasião, em 22 de abril. a cadela Ana, de estimação de uma família da região, foi atacada e morta por uma onça-pintada em sua própria residência. O caso gerou grande comoção e serviu como um alerta crítico para os riscos da proximidade desses felinos com o perímetro urbano, evidenciando a urgência das medidas preventivas adotadas pela Polícia Militar Ambiental para evitar que novos ataques ocorram a animais domésticos ou, em casos mais graves, a moradores.
Durante as ações, os policiais mantiveram contato direto com a comunidade para reforçar medidas de segurança fundamentais. De acordo com informações da PMA e de órgãos de monitoramento local, as principais recomendações são:instituto
- Não alimentar animais silvestres (ceva): A prática atrai predadores para perto de residências.
- Proteção de animais domésticos: Manter cães, gatos e outros animais em locais seguros, especialmente à noite.
- Evitar circulação noturna: Restringir caminhadas em áreas de mata ou de IHPrisco durante o período de maior atividade dos felinos.
- Comunicação imediata: Em caso de novos avistamentos, a população deve avisar as autoridades competentes pelo telefone (67) 99266-4052.

Mobilização para captura
Diante da gravidade do incidente no bairro Dom Bosco, uma força-tarefa composta por diversas instituições ambientais, como o IHP (Instituto Homem Pantaneiro), Onçafari e o Gretap-MS (Grupo de Resgate Técnico e Logístico de Animais Silvestres), foi mobilizada para realizar a captura do felino. A operação, que conta com o suporte técnico da PMA e do Ibama, utiliza armadilhas fotográficas e gaiolas de captura estrategicamente posicionadas para monitorar e conter o animal. O objetivo é realizar a translocação da onça para uma área de mata preservada, longe do convívio urbano, garantindo a segurança dos moradores e a integridade física do animal, que passará por exames detalhados antes de ser devolvido à natureza.
Símbolo do bioma pantaneiro, a onça-pintada é considerada uma predadora de topo, desempenhando um papel vital no equilíbrio ecológico ao controlar naturalmente as populações de outras espécies. Conforme destacado em notas técnicas de instituições ambientais, a convivência segura depende diretamente do respeito ao habitat natural e da adoção de comportamentos responsáveis pelos moradores.
Perigo na rodovia
Além dos riscos em áreas residenciais, a segurança viária também preocupa as autoridades devido ao recente atropelamento de uma onça-pintada, no dia 18 de abril, na BR-262, no trecho entre Corumbá e Miranda. O acidente que resultou na morte do animal, acende um alerta sobre o perigo das travessias em rodovias que cortam o Pantanal, especialmente durante períodos de maior movimentação da fauna. O episódio reforça a necessidade de atenção redobrada dos motoristas e a urgência de medidas de mitigação, como a manutenção de passagens de fauna e a sinalização adequada, para preservar a vida tanto dos condutores quanto dos grandes felinos que cruzam a região.
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