Condenação transitou em julgado
Conforme a decisão judicial, Alexssander foi condenado a cinco anos e oito meses de prisão, em regime inicial semiaberto.
A sentença é baseada no artigo 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê punição para quem divulgar, transmitir, distribuir, publicar ou disponibilizar material sexual envolvendo crianças ou adolescentes.
O processo já havia transitado em julgado, ou seja, não cabiam mais recursos capazes de suspender a execução da pena. O mandado de prisão foi expedido em 12 de janeiro de 2026 e tem validade até outubro de 2031.
Os autos tramitam sob sigilo e não detalham a conduta que levou à condenação nem as circunstâncias do crime. Por isso, não há, nas informações públicas consultadas, detalhes sobre a origem ou o conteúdo do material compartilhado.
Abordagem no aeroporto
Segundo o boletim de ocorrência, o músico demonstrou nervosismo e agitação durante a abordagem. Os policiais utilizaram algemas sob a justificativa de preservar a segurança da equipe e do próprio preso.
Após ser detido, Alexssander foi encaminhado para atendimento no Instituto Médico Legal (IML) e, depois, levado à cadeia anexa ao 2º Distrito Policial de Campinas.
No dia seguinte, 22 de junho, ele passou por audiência de custódia. Na ocasião, informou que não tinha advogado constituído e foi assistido pela Defensoria Pública. O juiz homologou a prisão e determinou que o músico fosse encaminhado a uma unidade prisional adequada ao cumprimento da pena em regime semiaberto.
A audiência analisou apenas a legalidade da prisão e não reavaliou a condenação. Conforme o Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Alexssander permanecia preso nas informações mais recentes divulgadas.
Como o processo tramita em segredo de Justiça, informações adicionais sobre a investigação e eventuais registros anteriores não estão disponíveis publicamente. A condenação mencionada é, portanto, o único antecedente criminal confirmado sobre o caso.
Procurada pelo Campo Grande News, a assessoria do cantor Loubet afirmou que não poderia comentar o processo por ele tramitar sob segredo de Justiça.
“Em respeito às determinações legais, a empresa informa que o caso mencionado tramita sob segredo de justiça. Por essa razão, a empresa está impedida de comentar o processo ou fornecer informações a seu respeito.”
A assessoria também declarou: “A empresa mantém compromisso com o cumprimento da legislação e o respeito às decisões das autoridades competentes.”
A defesa que atuou anteriormente no processo informou ao g1 que não representa mais o músico. Até a publicação da reportagem, a defesa atual não havia sido localizada.
Tecladista localizado em Campinas