Mãe durante amamentação.
(Foto: Arquivo/SES-MS)
Mato Grosso do Sul consolidou-se como uma das principais referências nacionais em aleitamento materno exclusivo. Dados de 2026 do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) revelam que 64% das crianças menores de seis meses no estado recebem apenas leite materno. O índice coloca o território sul-mato-grossense bem acima da média nacional, atualmente fixada em 57%, garantindo ao estado a terceira posição no ranking de melhor desempenho do país.
Esse resultado expressivo reflete o avanço direto das políticas públicas direcionadas à primeira infância e, principalmente, o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS). O estado tem investido de forma contínua em ações de incentivo à amamentação, no acompanhamento rigoroso de gestantes e na qualificação constante das equipes de saúde nos 79 municípios.
Segundo Liliane Dias Tenório Rodrigues, referência técnica em Aleitamento Materno e gerente da Rede de Bancos de Leite Humano da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o sucesso é fruto de um regime de parceria constante com as gestões municipais. Ela ressalta que o percentual demonstra o compromisso dos profissionais com o cuidado materno-infantil, consolidando uma rede de apoio estruturada que ampara a mãe desde o pré-natal até os primeiros anos de vida do bebê.
A evolução dos indicadores está diretamente ligada a estratégias fundamentais promovidas pela SES, como a ampliação da Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil. O estado tem priorizado capacitações técnicas para profissionais da saúde e intensificado o monitoramento às mães nos períodos de pré-natal e pós-parto. As unidades básicas de saúde atuam na ponta desse processo, orientando as famílias sobre a importância do leite materno até o sexto mês de vida e oferecendo suporte prático para superar as dificuldades comuns do período de amamentação.
A consolidação desses índices traz impactos diretos para a saúde pública a curto e longo prazo. Além de suprir todas as necessidades nutricionais dos lactentes, o leite materno é o principal agente para o fortalecimento da imunidade, prevenção de patologias na infância e promoção de um desenvolvimento físico e cognitivo saudável. O cenário positivo também impulsiona as mobilizações estaduais voltadas à conscientização e à importância da doação de leite humano para abastecer as redes de berçários e UTI neonatais locais.
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