Servidor do Ibama em fisalização.
(Foto: Divulgação/Ibama)
Após falhas do Governo Federal no combate aos incêndios florestais serem apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), a região do Pantanal vive um período de intenbsificação na fiscalização ambiental neste início de 2026. As ações conjuntas entre Polícia Federal (PF) e Ibama já resultaram em inquéritos criminais e multas administrativas que ultrapassam a marca de R$ 4,7 milhões nas cidades de Corumbá, Ladário, Anastácio e Aquidauana.
A mudança de postura ocorre após o TCU reconhecer que a União não atendeu aos requisitos de proteção e defesa civil durante a seca histórica de 2024. Agora, as equipes intensificam o monitoramento mesmo no período de chuvas, utilizando base em Corumbá e análise de imagens de satélite para identificar irregularidades em áreas remotas.
Crime ambiental em Ladário e multas milionárias
Em Ladário, a Polícia Federal deflagrou uma operação para investigar o uso de fogo criminoso para a construção de um embarcadouro de gado na Área de Preservação Ambiental (APA) Baía Negra. Dois suspeitos foram identificados como autores do incêndio ocorrido em outubro de 2025. Durante os mandados de busca e apreensão, foram recolhidos celulares e documentos que estão sob perícia para identificar outros possíveis envolvidos.
Na esfera administrativa, o Ibama aplicou multas severas nos primeiros quatro meses do ano:
- DNIT: Multado em R$ 1,8 milhão por irregularidades na BR-262 que teriam causado a morte de mais de 3 mil animais na região de Anastácio.
- Tráfico de espécies: Em Corumbá, um cidadão de nacionalidade chinesa foi multado por introduzir espécies exóticas no bioma pantaneiro.
- Outros setores: Empresas de turismo e de importação/exportação também foram alvos de sete autuações ambientais registradas desde janeiro.
Resposta às falhas do passado
A intensificação das rondas e vistorias busca evitar que a tragédia ambiental de anos anteriores se repita. Com equipes fixas no território, o Ibama pretende dar respostas mais ágeis a denúncias. A PF reforça que o crime de incêndio em áreas de preservação é monitorado permanentemente e que a conclusão das perícias atuais deve ocorrer em até 30 dias.
*Com informações do Correio do Estado
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