Tuiuiú sobrevoa área alagada do Pantanal.
(Foto: Divulgação)
Produtores rurais do Pantanal começaram a receber pagamentos por manter áreas de vegetação nativa preservadas. Ao todo, 40 propriedades foram contempladas com R$ 3 milhões por meio de um programa estadual que recompensa práticas de conservação ambiental.
A iniciativa integra o modelo de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que prevê compensação financeira a quem contribui diretamente para a proteção da biodiversidade. A expectativa é de que os repasses cheguem a R$ 30 milhões por ano, ampliando o alcance da política pública no bioma.
A gestão dos recursos é feita pela Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural (Funar/MS), ligada ao sistema Famasul, que atua no apoio técnico e na promoção de práticas sustentáveis no campo. A entidade também participou do início da proposta com aporte financeiro para incentivar a preservação.
Enquanto os primeiros beneficiados recebem, uma nova oportunidade já está aberta. A segunda chamada do programa segue com inscrições até o dia 6 de abril. Podem participar produtores, pessoas físicas ou jurídicas, com propriedades localizadas no Pantanal e cadastro ambiental regularizado.
Entre as exigências, está a necessidade de comprovar a posse do imóvel, apresentar certidões negativas e manter a regularidade ambiental. Propriedades com autorização ativa para desmatamento precisam cancelar esse tipo de licença para concorrer.
Outro critério previsto considera áreas atingidas por incêndios recentes. Nesses casos, a extensão queimada será descontada no cálculo usado para definir o valor do pagamento.
O cronograma prevê a divulgação das inscrições aprovadas em 16 de abril, com prazo para recursos até o dia 20. O resultado final deve ser publicado até 15 de junho, e os contratos começam a ser assinados na sequência.*Com informações Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul.
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