Semaforo ficou pendurado na via com risco de provocar acidentes.
(Foto: Divulgação)
A infraestrutura urbana de Corumbá enfrenta um desafio crônico que vai além da engenharia de tráfego: o desrespeito ao patrimônio público. Atos sistemáticos de vandalismo, furtos de placas e a circulação negligente de veículos pesados estão comprometendo os esforços de ordenamento viário na cidade. O reflexo mais recente dessa problemática ocorreu nesta terça-feira, 21 de julho, quando um caminhão bitrem colidiu contra um semáforo na esquina das ruas Círiaco de Toledo e Pernambuco. O equipamento de trânsito foi destruindo completamente e a estrutura ficou pendurada na via, expondo motoristas e pedestres ao perigo de novos acidentes.
No local, para evitar possíveis acidentes ainda maiores, a equipe da Agetrat realizou a remoção do poste e semáforo que estavam caídos na via, porém ainda não há previsão para o restabelecimento do equipamento danificado. De acordo com apurações junto a agência de trânsito, "as providências administrativas e legais estão sendo adotadas para a responsabilização pelos danos causados. Enquanto o equipamento não é substituído, a orientação é para que motoristas e pedestres redobrem a atenção ao trafegar pelo local".
O prejuízo severo aos cofres públicos e à segurança coletiva caminha lado a lado com a ação de vândalos. Recentemente, a Agência Municipal de Trânsito e Transporte (Agetrat) modificou o fluxo da Rua Minas Gerais para mão dupla, instalando novos dispositivos de orientação. Pouco tempo após a conclusão dos trabalhos, diversos equipamentos ao longo da via foram danificados ou simplesmente levados. A situação se repete em múltiplos bairros, inclusive em locais onde a substituição de placas havia sido feita há poucos dias.
Além da depredação intencional, o impacto provocado por caminhões e carretas que ignoram o limite de altura de suas cargas e as dimensões das vias urbanas agravou a crise na sinalização. A ausência abrupta de um semáforo ou de uma placa de regulamentação cria pontos cegos na malha viária, elevando drasticamente o risco de colisões frontais, atropelamentos e engarrafamentos. Segundo a diretora-presidente da Agetrat, Mariana Ricco, o problema transcende o valor monetário dos equipamentos, pois cada dispositivo arrancado representa uma ameaça direta à vida dos cidadãos.
Para frear a onda de destruição, o município busca transformar o morador em um aliado na fiscalização. A orientação é para que as pessoas denunciem flagrantes de vandalismo ou colisões contra o patrimônio sem realizar abordagens diretas. Informações como a placa do veículo, o horário e registros visuais podem ser repassadas à Agetrat pelos telefones (67) 98191-0023 e (67) 98191-0047, ou diretamente à Polícia Militar pelo 190 caso o crime esteja ocorrendo no momento.
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