Segunda-feira, 07 de Setembro de 2026
Entrelinhas

7 de Setembro: Independência de quê?

07 set 2026 - 11h08   atualizado às 11h18

Articulistas convidados

7 de Setembro: Independência de quê? Bandeira do Brasil hasteada. (Foto: Gerada por IA)

Hoje o Brasil veste verde e amarelo, hasteia sua bandeira e celebra a Independência.

Mas, diante do Brasil que estamos vivendo, talvez seja necessário fazer uma pergunta que incomoda:

Somos realmente independentes quando o cidadão precisa perguntar até onde pode exercer sua liberdade?

Independência não pode ser apenas uma data no calendário, um desfile ou um discurso patriótico.

Independência também é ter instituições que respeitem seus próprios limites.

É ter um Executivo que governe, um Legislativo que fiscalize e um Judiciário que julgue — sem que nenhum deles se transforme em dono da República.

Enquanto Brasília disputa poder, influência e protagonismo, milhões de brasileiros continuam pagando impostos, trabalhando, empreendendo e tentando sobreviver.

E agora, com as eleições se aproximando, veremos novamente o espetáculo conhecido:

  • Políticos descobrindo o amor pelo povo;
  • Candidatos prometendo salvar a democracia;
  • Velhos conhecidos se apresentando como “a renovação”;
  • Discursos patrióticos em alta definição;
  • e a memória do eleitor sendo tratada como se tivesse validade de apenas quatro anos.

Mas talvez o brasileiro esteja cansado. Cansado de escolher entre o “menos pior”. Cansado de promessas. Cansado de privilégios. Cansado de ver instituições discutindo poder enquanto o cidadão discute o preço da comida, do combustível, da moradia e dos impostos.

Por isso, neste 7 de Setembro, minha homenagem é ao Brasil — não aos donos temporários do poder. Porque presidente passa. Deputado passa. Senador passa. Ministro passa. Partido passa. Mas o Brasil fica. E amar o Brasil não significa concordar com tudo o que acontece em Brasília. Às vezes, amar o Brasil é justamente ter coragem de dizer:

NÃO ESTÁ TUDO BEM.

Democracia não é silêncio. Liberdade não é concessão. Constituição não é propriedade de ninguém. Mandato não é autorização para fazer qualquer coisa. E nenhum Poder está acima do Brasil.

Que este 7 de Setembro sirva não apenas para celebrar a independência conquistada em 1822, mas para lembrar que a República também precisa ser permanentemente defendida contra os excessos de quem ocupa o poder.

O BRASIL NÃO TEM DONO. 

O poder é temporário. A cidadania é permanente. Feliz 7 de Setembro, Brasil!

Que Deus abençoe nossa Pátria — e dê ao brasileiro memória, coragem e consciência para escolher seus representantes.

.

Washington L. Castro, Jr.
CEO – ICC Group - USA
https://icc.holdings/

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