Bandeira do Brasil hasteada.
(Foto: Gerada por IA)
Hoje o Brasil veste verde e amarelo, hasteia sua bandeira e celebra a Independência.
Mas, diante do Brasil que estamos vivendo, talvez seja necessário fazer uma pergunta que incomoda:
Somos realmente independentes quando o cidadão precisa perguntar até onde pode exercer sua liberdade?
Independência não pode ser apenas uma data no calendário, um desfile ou um discurso patriótico.
Independência também é ter instituições que respeitem seus próprios limites.
É ter um Executivo que governe, um Legislativo que fiscalize e um Judiciário que julgue — sem que nenhum deles se transforme em dono da República.
Enquanto Brasília disputa poder, influência e protagonismo, milhões de brasileiros continuam pagando impostos, trabalhando, empreendendo e tentando sobreviver.
E agora, com as eleições se aproximando, veremos novamente o espetáculo conhecido:
- Políticos descobrindo o amor pelo povo;
- Candidatos prometendo salvar a democracia;
- Velhos conhecidos se apresentando como “a renovação”;
- Discursos patrióticos em alta definição;
- e a memória do eleitor sendo tratada como se tivesse validade de apenas quatro anos.
Mas talvez o brasileiro esteja cansado. Cansado de escolher entre o “menos pior”. Cansado de promessas. Cansado de privilégios. Cansado de ver instituições discutindo poder enquanto o cidadão discute o preço da comida, do combustível, da moradia e dos impostos.
Por isso, neste 7 de Setembro, minha homenagem é ao Brasil — não aos donos temporários do poder. Porque presidente passa. Deputado passa. Senador passa. Ministro passa. Partido passa. Mas o Brasil fica. E amar o Brasil não significa concordar com tudo o que acontece em Brasília. Às vezes, amar o Brasil é justamente ter coragem de dizer:
NÃO ESTÁ TUDO BEM.
Democracia não é silêncio. Liberdade não é concessão. Constituição não é propriedade de ninguém. Mandato não é autorização para fazer qualquer coisa. E nenhum Poder está acima do Brasil.
Que este 7 de Setembro sirva não apenas para celebrar a independência conquistada em 1822, mas para lembrar que a República também precisa ser permanentemente defendida contra os excessos de quem ocupa o poder.
O BRASIL NÃO TEM DONO.
O poder é temporário. A cidadania é permanente. Feliz 7 de Setembro, Brasil!
Que Deus abençoe nossa Pátria — e dê ao brasileiro memória, coragem e consciência para escolher seus representantes.
.
Washington L. Castro, Jr.
CEO – ICC Group - USA
https://icc.holdings/
Receba a coluna Entrelinhas no seu Whatsapp. Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal
Leia Também
CFEM não é tributo, é compensação
Viajar é preciso
Corumbá: Cidade sem código de postura?
Só Deus explica como é fazer negócios no Brasil!
A República Federativa da Tributação
A República da Vaidade
No grande circo Brasil
"Trem da Morte" em operação
Uma cidade fronteiriça