Seleção de 2002: Última escalação brasileira vitoriosa na Copa do Mundo.
(Foto: Reprodução/CBF)
Há menos de três meses da Copa do Mundo, que será realizada nos três países da América do Norte, devemos esquecer do 7 a 1 para Alemanha em 2014. Precisamos lembrar que somos pentacampeões ( 58, 62, 70, 94, 2002 sendo esta uma vitória contra a própria Alemanha) e que, 20 anos depois, temos um super time.
Temos que respeitar o legado do nosso Rei.
Embaixador honorário do Brasil na Copa do Mundo de 2014, Pelé, pediu que os torcedores brasileiros "deixassem para trás" as manifestações contra a corrupção vividas no país e focassem no futebol.
A Argentina, vitoriosa em 2022 e nosso principal rival, trocou o Maradona pelo Messi. Nós mantemos o legado do Pelé, e o motivo é simples: Ele é melhor que o Maradona.
No ano 2000, a Fifa decidiu entregar simultaneamente o título de Jogador do Século aos dois jogadores: Pelé e Maradona. Contudo a superioridade de Pelé é indiscutível: O brasileiro, vencedor de três copas, esteve em 91 jogos e marcou 77 gols, enquanto o argentino, vencedor de uma copa, alançou as redes 34 vezes – menos da metade – em 90 partidas.
Difícil, contudo esquecer, os problemas da CBF.
Ricardo Teixeira, 23 anos no comando da CBF foi banido do futebol em 2024 pela FIFA. Seus sucessores duraram bem menos no cargo e de lá para cá são cinco presidentes desde então, dois afastados por assédio sexual e os outros por corrupção.
A seleção brasileira passou por oito treinadores em pouco mais de uma década. Mano Menezes, Felipão, Dunga, Tite, Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior comandaram a Seleção Brasileira. Ano passado contudo, mesmo com as fortes criticas de Dunga, a CBF resolveu apostar em um técnico estrangeiro, o italiano Carlos Ancelotti. E aí vem os desafios.
O Brasil tem alguns amistos para fechar os 55 convocados para esta Copa. O mais importante deles é justamente a França, no dia 26 de março, no Gillette Stadium, em Boston, às 17h (Brasília). Ancelotti deixou Neymar sob observação do seu desempenho no Santos e confirmou os seguintes jogadores no ataque para o Jogo contra a França:
Richarlison, Matheus Cunha , Estêvão, Gabriel Martinelli , Luiz Henrique,Vini Jr, João Pedro, Rodrygo, Raphinha , Antony , Kaio Jorge ,Samuel Lino , Igor Jesus e Vitor Roque.
Parece que o estrela da Copa de 2026 será Vinícius Júnior e menos provavelmente Raphinha, do Barcelona, modesto nono colocado com 16 pontos no Ballon d’Or, vencido pelo francês Ousmane Dembélé com 60 partidas e 37 gols.
Contudo, apesar de Espanha, França, Inglaterra, Brasil e Argentina estarem no topo da lista dos favoritos para vencer a maior copa da história (48 seleções), Marrocos pode surpreender desde o primeiro jogo contra o Brasil em 13 de junho. 4º lugar na Copa de 2022 e 11º no ranking da FIFA, a seleção do Marrocos conta com os jogadores Achar Hakimi e Brahin Diaz, que levou o brasileiro Rodrygo para o banco do Real Madrid.
Mas, com uma equipe de grandes jogadores, a maioria testados há quase um ano por Ancelotti, temos toda esperança que vamos retomar a liderança e reviver os temps de glória de 2002.
Artigo de Cristiano Trindade De Angelis, pesquisador independente na Skema Business School (França), professor de graduação e pós-graduação e autor de livros na área de Gestão do Conhecimento e Meio Ambiente. Contato: https://cristianodeangelis.github.io/
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