Sistema de irrigação abastece plantação em área rural do Pantanal sul-mato-grossense.
(Foto: Saul Schramm/Secom/Arquivo)
A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul vai receber estudantes e pesquisadores brasileiros e britânicos em uma imersão internacional voltada à sustentabilidade, bioeconomia e mudanças climáticas no Pantanal. A iniciativa será realizada entre os dias 31 de maio e 11 de junho, em parceria com a University of Birmingham, por meio do programa “Immerse Pantanal: Interdisciplinary Transnational Education for Sustainable Bioeconomy”.
O projeto terá atividades em Campo Grande, Bonito, Aquidauana, Anastácio e comunidades indígenas da região pantaneira. A programação inclui visitas técnicas, experiências de campo, debates científicos e ações voltadas à conservação ambiental, produção sustentável, turismo científico e valorização de saberes tradicionais.
Coordenado pelo CORAL (Centro Observatório das Rotas Latino-Americanas), ligado à UEMS, o programa reunirá estudantes dos dois países em equipes mistas para desenvolver propostas relacionadas aos desafios ambientais enfrentados pelo Pantanal, como seca extrema, incêndios florestais e avanço da agricultura intensiva.
A iniciativa conta com apoio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul (Semadesc). Segundo o professor Ruberval Franco Maciel, coordenador do CORAL/UEMS, o projeto representa “um marco de diplomacia científica” e fortalece a presença da universidade sul-mato-grossense em redes internacionais de pesquisa e inovação.
Entre os destaques do roteiro estão atividades em laboratórios vivos de sustentabilidade, visitas a propriedades rurais e experiências voltadas à agroecologia, piscicultura, reflorestamento de espécies nativas e agricultura familiar. Parte da programação será realizada na unidade da UEMS em Aquidauana, considerada estratégica para pesquisas ligadas à conservação ambiental e desenvolvimento sustentável no Pantanal.
O programa também prevê integração com áreas estratégicas do Governo do Estado, envolvendo ações ligadas à educação, saúde, meio ambiente, ciência, tecnologia, inovação e desenvolvimento econômico e social.
De acordo com a University of Birmingham, a proposta amplia a cooperação iniciada anteriormente no projeto “Immerse Amazonia”. A universidade britânica destacou que os estudantes irão “mergulhar” na realidade do Pantanal, considerado um dos ecossistemas mais vulneráveis do planeta diante das mudanças climáticas.
O Dr. Angelo Martins Júnior, Co-Diretor do University of Birmingham Brazil Institute (UBBI), disse: “Estamos comprometidos em oferecer aos estudantes da Universidade de Birmingham as melhores oportunidades de crescimento e desenvolvimento pessoal, enquanto usamos nossa expertise e parcerias para ajudar a enfrentar alguns dos maiores desafios das mudanças climáticas e da sustentabilidade”.
“Ao reunir estudantes da Grã-Bretanha e do Brasil, esperamos que ambos os grupos de graduandos mudem sua perspectiva sobre o mundo ao redor. Queremos inspirar a próxima geração de futuros criadores enquanto eles enfrentam os desafios associados às mudanças climáticas”.
O programa contará com oito estudantes da universidade britânica, que participarão de uma escola de verão interdisciplinar baseada no Pantanal. Além das atividades de campo, os participantes também produzirão ensaios e curtas-metragens sobre os desafios socioambientais da região.
O Pantanal, reconhecido como Reserva da Biosfera e Patrimônio Mundial pela Unesco, possui mais de 181 mil quilômetros quadrados e abriga uma das maiores concentrações de biodiversidade do planeta, com espécies como onças-pintadas, jacarés, capivaras e centenas de aves.
A programação inclui visitas à Estância Mimosa, Recanto Ecológico Rio da Prata, Fazenda São Francisco, Morro Paxixi, Casa da Farinha, feira de agricultura familiar e à Aldeia Babaçu, onde os estudantes terão contato com oficinas culturais, medicina tradicional indígena e debates sobre adaptação climática e resiliência cultural.
Segundo a UEMS, a expectativa é que a parceria deixe um legado permanente para Mato Grosso do Sul, ampliando o turismo científico, fortalecendo a bioeconomia regional e consolidando um laboratório transnacional voltado à sustentabilidade e inovação científica.
*Com informações da Agência de Noticias do Governo de MS.
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