Segunda-feira, 15 de Junho de 2026
Entrelinhas Convidado

Mortes no trânsito

12 ago 2025 - 10h57   atualizado em 03/03/2026 às 09h59

Articulistas convidados

Mortes no trânsito morte-transito

O Mapa da Segurança Pública 2025 – Base 2024, publicado recentemente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, revela números alarmantes: no ano passado, mais de 35 mil pessoas foram vítimas de homicídios, e mais de 26 mil morreram em sinistros de trânsito.

No total, mais de 61 mil vidas perdidas em um único ano. É como se estivéssemos vivendo em meio a uma guerra. Isso representa, por dia, 97 homicídios e 71 mortes no trânsito.

O mais triste é que as principais vítimas são os jovens. E o cenário é agravado por dois fatores críticos: o uso abusivo de álcool e outras drogas, que cresce sem controle, e uma grave questão social, que é a desagregação familiar.

Nos sinistros de trânsito, infelizmente, os motociclistas são as maiores vítimas. E um dado chocante: quantidade considerável de motociclistas no país não possuem habilitação e o principal motivo pode estar no alto custo da CNH.

Outros fatores que contribuem para a tragédia no trânsito:

  • Comportamento dos motoristas, que frequentemente desrespeitam as leis de trânsito;
  • Transporte público ineficiente, que não oferece qualidade nem atratividade;
  • Engenharia de trânsito falha ou inadequada, com vias mal planejadas ou mal sinalizadas. Para mudar essa realidade, é fundamental:
  • Investir em educação para promover uma verdadeira mudança de comportamento;
  • Aumentar a fiscalização, especialmente contra motoristas que insistem em dirigir após consumir bebida alcoólica;
  • Investir em mobilidade urbana, engenharia de trânsito e priorizar o transporte público.

Essas ações são fundamentais para que o Brasil consiga cumprir a meta da Década de Ação pela Segurança no Trânsito, proposta pela ONU, que visa reduzir pela metade o número de mortes e lesões no trânsito até 2030.

Em Campo Grande temos um exemplo exitoso na integração de órgãos e entidades para melhoria do trânsito, através do Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito (GGIT), com queda do número de vítimas fatais.

Coronel da PM, Alírio Villasanti. Foto: Arquivo/Alems

Chega de vermos a dor imensurável das famílias que perdem os seus entes queridos, geralmente jovens, ou que ficam sequelados. Tudo isso tem reflexos também na economia do país, com perdas de vidas ou de capacidade produtiva em pleno exercício de alguma atividade profissional.

*Artigo de Alírio Villasanti, coronal da PM, veiculado no site Campo Grande News

Receba a coluna Entrelinhas no seu Whatsapp. Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal.

Leia Também

A República Federativa da Tributação
Entrelinhas

A República Federativa da Tributação

A República da Vaidade
Entrelinhas

A República da Vaidade

No grande circo Brasil
Entrelinhas

No grande circo Brasil

"Trem da Morte" em operação
Entrelinhas

"Trem da Morte" em operação

Uma cidade fronteiriça
Entrelinhas

Uma cidade fronteiriça

Brasil na Copa do Mundo 2026
Entrelinhas

Brasil na Copa do Mundo 2026

Educação Ambiental e turismo em Corumbá
Entrelinhas

Educação Ambiental e turismo em Corumbá

Tragédias climáticas não se resolvem com discurso
Entrelinhas

Tragédias climáticas não se resolvem com discurso

A IA e a nova era dos golpes digitais
Entrelinhas Convidado

A IA e a nova era dos golpes digitais

Analisando a PEC de Segurança
Entrelinhas Convidado

Analisando a PEC de Segurança

Mais Lidas

Ex-dirigente de fundação de Ladário é preso com cocaína na BR-262
polícia

Ex-dirigente de fundação de Ladário é preso com cocaína na BR-262

Idosa é resgatada por helicóptero após emergência no Pantanal
geral

Idosa é resgatada por helicóptero após emergência no Pantanal

Prefeitura aguarda intimação oficial para analisar decisão sobre contrato administrativo
Justiça

Prefeitura aguarda intimação oficial para analisar decisão sobre contrato administrativo

PRF intercepta comboio de luxo na BR-262 em Corumbá
Polícia

PRF intercepta comboio de luxo na BR-262 em Corumbá