Viatura da Polícia Civil no cumprimento do mandato.
(Foto: Divulgação/PCMS)
Uma ação conjunta da Polícia Civil de Corumbá resultou na interrupção de um grave ciclo de violência sexual infantil no município. Deflagrada na tarde da última terça-feira, 29 de julho, a nova fase da Operação Sentinela foi coordenada pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) e executada com o apoio da Delegacia Regional de Corumbá. O foco principal da força-tarefa é o combate rigoroso aos crimes de exploração sexual contra menores praticados no ambiente virtual.
A operação é o resultado de meses de investigações complexas no âmbito cibernético conduzidas pela equipe de inteligência da DEPCA. Os policiais identificaram um jovem de 22 anos, que trabalha como técnico em eletrodomésticos, suspeito de armazenar uma quantidade expressiva de Material de Abuso Sexual Infantil — crime tipificado internacionalmente pela sigla CSAM (Child Sexual Abuse Material). Com base nas provas reunidas, o Poder Judiciário expediu um mandado de busca e apreensão para a residência do investigado.
Ao cumprirem a ordem judicial na casa do suspeito, os policiais civis realizaram uma análise preliminar nos computadores e celulares apreendidos. Os agentes descobriram indícios ainda mais graves: o homem não apenas consumia e guardava os arquivos ilícitos, mas também produzia o próprio material criminoso. O técnico utilizava uma câmera para fotografar uma criança de apenas 11 anos, submetendo a vítima a abusos reais para a geração do conteúdo digital.
Graças à intervenção rápida da Polícia Civil, o ciclo contínuo de abusos foi quebrado. A criança foi imediatamente retirada do ambiente de risco e inserida na rede de proteção psicossocial do Estado, onde recebe acompanhamento especializado e amparo legal para garantir sua segurança e recuperação física e psicológica.
O investigado e todos os eletrônicos recolhidos foram levados para a Delegacia de Atendimento à Infância, Juventude e Idoso (DAIJ) de Corumbá. No local, a polícia judiciária dará andamento aos procedimentos criminais e iniciará uma perícia técnica aprofundada nos dispositivos. O objetivo agora é descobrir se há outras crianças vítimas do suspeito, além de apurar possíveis conexões do homem com redes ou fóruns criminosos de compartilhamento de dados na internet.
As autoridades reforçam que o termo internacional CSAM substitui nomenclaturas antigas para deixar claro que esses arquivos registram crimes reais contra seres humanos em desenvolvimento. Cada imagem ou vídeo guardado representa a perpetuação da dor e a revitimização de uma criança. Para combater essa realidade, a Polícia Civil ressalta que a colaboração da sociedade é fundamental. Qualquer suspeita de exploração ou abuso infantil pode ser denunciada de forma totalmente anônima e gratuita por meio do Disque 100 ou diretamente em qualquer delegacia de polícia.
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