Militar do Exército faz teste preliminar para identificar a presença de cocaína líquida na madeira.
(Foto: Gefron)
Mais de um mês após a operação que apreendeu centenas de toneladas de madeira em Corumbá (MS) e Cáceres (MT), a Receita Federal informou que a suspeita de que as cargas escondiam cocaína teve origem em informações compartilhadas pela agência antidrogas dos Estados Unidos (DEA). O caso segue sob investigação e ainda depende da conclusão dos laudos periciais da Polícia Federal.
A apreensão ocorreu durante a Operação Timber Shield, realizada em junho deste ano, após um trabalho conjunto de inteligência envolvendo autoridades brasileiras, bolivianas e norte-americanas. Segundo a Receita Federal, a suspeita surgiu após a identificação de características semelhantes entre as cargas interceptadas no Brasil e outras apreendidas anteriormente no Chile, todas provenientes da Bolívia e supostamente produzidas no mesmo local.
Inicialmente, testes preliminares apontaram resultado positivo para cocaína. No entanto, os exames definitivos ainda estão sendo realizados pela Polícia Federal, que deverá confirmar se a substância encontrada na madeira é, de fato, o entorpecente e qual a quantidade presente nas cargas apreendidas.
Estimativas divulgadas durante a operação apontavam que, caso a suspeita seja confirmada, a apreensão poderá figurar entre as maiores do país, podendo envolver entre 20 e 50 toneladas de cocaína misturadas a aproximadamente 260 toneladas de madeira.
A Receita Federal ressaltou que as informações que motivaram a operação foram obtidas por meio da cooperação internacional entre os órgãos de segurança dos países envolvidos. A partir do compartilhamento dos dados de inteligência, as equipes passaram a monitorar os carregamentos que atravessariam a fronteira brasileira.
Em Corumbá, a apreensão chamou atenção pela dimensão da operação e pelo potencial impacto no combate ao tráfico internacional de drogas, uma vez que o município integra uma das principais portas de entrada e saída de mercadorias na fronteira com a Bolívia.
Enquanto os laudos periciais não são concluídos, o caso permanece em investigação. A confirmação da presença da droga e da quantidade eventualmente transportada dependerá do resultado dos exames realizados pela Polícia Federal.
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