Na noite do dia 23 de maio, uma onça-pintada surgiu no bairro Cervejaria, em Corumbá.
(Foto: Reprodução/Vídeo)
Pesquisadores se preparam para retirar uma onça-pintada que vem circulando perto de áreas urbanas em Corumbá. A decisão foi confirmada pelo ICMBio na manhã desta quinta-feira (26), durante um painel da COP15, em Campo Grande, sobre preservação da espécie.
O plano é transferir o felino para uma reserva próxima à fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia. A equipe aguarda apenas a chegada do equipamento de captura e do colar de monitoramento por GPS para iniciar a operação.
Segundo Rogério Cunha de Paula, coordenador do Cenap, a urbanização da região e a redução do habitat natural tornam insustentável a permanência do animal. “Existe um plano de remoção dela já em curso, que vai acontecer em breve. A gente vai soltar ela em uma área preservada ali perto [de Corumbá], pode até ser que ela cruze a fronteira e vá viver na Bolívia. Ela vai ser monitorada com um rádio-colar, com um GPS que faz a transmissão via satélite. E esse monitoramento vai ser feito pelas instituições locais”, explica.

Moradores relatam que a onça é conhecida na região há anos, mas recentemente passou a atacar animais domésticos, como cachorros e galinhas, com o último episódio registrado há apenas um mês. Após a remoção, o monitoramento deve durar de um a um ano e meio, acompanhando seus deslocamentos e adaptando estratégias de proteção.
No mesmo dia, autoridades e ambientalistas discutiram o avanço urbano sobre habitats de onças-pintadas durante o painel “Estratégias e ações para a conservação de populações críticas de onça-pintada no Brasil e zonas transfronteiriças”. Projetos de convivência entre felinos e pessoas, como o desenvolvido no Parque Nacional do Iguaçu, também foram apresentados.
Rogério de Paula destacou que a expansão das cidades e a presença de animais domésticos aumentam os conflitos. “A cidade cresceu [e essas áreas acabaram sendo ocupadas por pessoas]. Já teve alguns animais removidos de lá ao longo desses últimos 15 anos, animais que morreram, que morreram e deixaram os filhotes para trás. A gente vem acompanhando [essa situação] junto com as instituições ambientais, fazendo todo um trabalho de educação ambiental”, afirma.
Durante o debate, João Capobianco, presidente da COP15 e secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, reforçou que a proteção da espécie exige cooperação internacional, já que as onças circulam por Brasil, Argentina, Paraguai, Bolívia, Peru e Colômbia. Ele também defendeu medidas de educação ambiental e proteção de animais domésticos para reduzir ataques e promover a convivência segura com o felino.
*Com informações do Jornal Midiamax.
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