Vítima afirma que autor pretendia vender as munições apreendidas pela PM.
(Foto: Divulgação/PMMS)
Uma denúncia de socorro mobilizou a Polícia Militar (PM) de Mato Grosso do Sul na noite do dia 1º de junho para conter um episódio de extrema violência familiar no bairro Popular Nova, em Corumbá. A ação rápida dos policiais da Rádio Patrulha garantiu a integridade física de uma moradora e desarticulou uma possível linha de comércio ilegal de projéteis na região.
O caso começou a ser desvendado depois que vizinhos ouviram gritos desesperados vindos do interior de uma residência e acionaram o Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM). Ao chegar ao endereço indicado, a guarnição encontrou a vítima em forte estado de choque emocional. Ela apresentava marcas visíveis de violência e hematomas espalhados pelo pescoço, cabeça e braços.
Aos militares, a mulher relatou que seu companheiro chegou em casa sob o efeito de bebidas alcoólicas e iniciou uma discussão. O homem partiu para o ataque físico, desferindo empurrões e tentando estrangulá-la ao pressionar o seu pescoço. Durante o ato, ele fez ameaças explícitas de morte, afirmando que tiraria a vida dela ou contrataria alguém para fazê-lo caso a polícia fosse chamada.
O agressor percebeu o risco de ser capturado e fugiu do local momentos antes da chegada da viatura policial. Durante a varredura no imóvel e a coleta de depoimentos, os patrulheiros localizaram um carregamento de munições intactas que pertencia ao suspeito. Ao todo, foram contabilizados 66 cartuchos prontos para o uso, divididos em três calibres diferentes:
- 62 munições de calibre
- 383 munições de calibre
- 401 munição de calibre 9 milímetros
A vítima revelou aos policiais que o parceiro havia conseguido o material recentemente e pretendia transportá-lo para realizar a venda clandestina na cidade. Os projéteis foram recolhidos e levados para a delegacia para integrar o inquérito criminal.
Medidas protetivas de urgência
A moradora recebeu amparo imediato da equipe e manifestou o desejo de obter Medidas Protetivas de Urgência amparadas pela Lei Maria da Penha. A Polícia Militar realizou os encaminhamentos sociais e de segurança para garantir a proteção dela e de seu filho contra novas investidas do agressor, que segue sendo procurado pelas forças de segurança pública.
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