Participantes da COP 15 em Campo Grande, capital do MS.
(Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
A 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), sediada em Campo Grande (MS), chega à sua metade nesta quinta-feira (26) com um balanço positivo. Segundo o presidente do evento, João Paulo Capobianco, o cronograma segue rigorosamente em dia, com debates avançados sobre a inclusão de 42 novas espécies nas listas de proteção internacional.
O foco central das discussões tem sido a revisão dos anexos da Convenção (CMS), que classificam animais em risco de extinção ou sob pressão ambiental. "Muitos debates estão ocorrendo sobre a fundamentação científica que justifica cada indicação", explicou Capobianco, destacando a participação ativa de cientistas, comunidades indígenas e quilombolas no processo.
Liderança pelo Exemplo
Alinhado às metas da conferência, o governo brasileiro apresentou medidas concretas de proteção ambiental. Entre os destaques estão:
- Parque Nacional do Albardão (RS): Criação de uma área com mais de 1 milhão de hectares que protege a biodiversidade marinha em diferentes profundidades.
- Expansão no Pantanal: Ampliação do Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense e da Estação Ecológica de Taiamã (MT).
- Justiça Especializada: O anúncio inédito da criação de varas de Justiça e do Ministério Público Federal exclusivas para o bioma Pantanal.
Ciência e Pesquisa
Um dos momentos mais impactantes da programação foi a apresentação de um relatório que aponta o grave declínio dos peixes migratórios de água doce em escala global. Para combater essa lacuna de dados, o Ministério do Meio Ambiente lançou um edital de fomento à pesquisa científica. O objetivo é mapear rotas migratórias em território brasileiro e identificar áreas críticas que ainda carecem de proteção oficial.
"Não basta fazer proposições; é importante que os países promovam ações concretas. O Brasil está comprometido em liderar pelo exemplo", concluiu Capobianco, reforçando o papel do país na liderança dos acordos internacionais pelos próximos três anos. *Com informações da Agência Brasil
Receba as notícias no seu Whatsapp. Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal.
Leia Também
Apesar de queda no Pantanal, Corumbá lidera ranking nacional de queimadas
Ventos de até 88 km/h atingem MS e colocam Pantanal em alerta
Incêndio no Pantanal já consumiu 3,7 mil hectares na Bolívia
Ventos empurram incêndio do Pantanal de Corumbá para parque nacional na Bolívia
Área queimada dispara 770% e nova onda de calor eleva risco de incêndios no Pantanal
MPMS firma acordo para recuperação de 19 hectares desmatados em Corumbá
Defesa Civil alerta para vendaval em Corumbá com ventos de até 100 km/h neste fim de semana
Árvore removida da Praça Generoso Ponce apresentava risco de queda desde 2024
Após flagrante de risco à saúde, Justiça ordena remoção de barcos abandonados em Corumbá