Domingo, 22 de Março de 2026
Meio Ambiente

Almir Sater é reconhecido como Embaixador do Pantanal durante o Fórum COP 30

02 jun 2025 - 06h36   atualizado em 03/03/2026 às 09h32

Gesiane Sousa

Almir Sater é reconhecido como Embaixador do Pantanal durante o Fórum COP 30 O cantor e compositor, Almir Sater, foi reconhecido por seu trabalho como produtor e também na defesa do bioma. (Foto: Saul Schramm/Secom)

O protagonismo brasileiro como potência energética, alimentar e ambiental foi o tema principal do Fórum LIDE COP 30 realizado na sexta-feira, 30 de maio, em Bonito (MS). Enquanto o Mato Grosso do Sul se consolida como um dos principais polos de bioenergia do Brasil, unindo escala produtiva, inovação tecnológica e sustentabilidade, o Estado também inova na área de proteção ambiental, assunto destaques do evento, que também discutiu desenvolvimento econômico, sustentabilidade, negócios e a contribuição da agroindústria.

No encerramento do fórum, o governador Eduardo Riedel agradeceu as lideranças do LIDE na promoção de discussões sólidas e voltadas para a pauta global da emergência climática, que tem impacto mundial.

“O papel da agroindústria, que transforma com muita propriedade e competência, os recursos naturais em energia, alimentos. Isso feito pela nossa pesquisa, ao longo dos últimos 40 anos, sem dúvida, e a gente tem muito a mostrar para a COP 30. Eu acho que a palavra central é a construção de narrativa, com modelos, exemplos absolutamente concretos em relação que o Brasil desenvolveu ao longo do tempo. É uma grande oportunidade de virar a chave para poder se colocar no centro da discussão, como protagonista que nós somos enquanto país, de assumir esse papel diante de um mundo”, disse o governador.

Durante o evento, o cantor e compositor Almir Sater recebeu o reconhecimento de embaixador do Pantanal, por seu trabalho como produtor e também na defesa do bioma.

“O Almir e a trajetória dele e da Paula significam muito para a natureza humana do Pantanal. Quando a gente fala do Pantanal vai muito além do ambiente, tem o jeito de ser, uma maneira de pensar comprometido ao meio de produtor rural, preservação, produção, a arte de ser pantaneiro. E o Almir está recarregando esse título agora, porque traz um conjunto de pessoas que formam a cultura sul-mato-grossense e que carregam tudo isso”, finalizou o governador Eduardo Riedel.

Estado Verde

Mato Grosso do Sul possui 800 mil hectares de cana-de-açúcar plantados em 42 municípios, com potencial de expansão sem necessidade de desmatamento. O compromisso com a sustentabilidade, também é um diferencial em Mato Grosso do Sul, que tem 22 usinas de cana e milho em operação – destas, 13 exportam energia excedente para o sistema nacional.

“Nós tomamos uma decisão no Estado de Mato Grosso Sul, uma decisão estratégica que essas para que a gente realmente trabalhasse com os movimentos sustentáveis. Isso está funcionando. E nós estamos em Bonito, que é o primeiro destino ecológico do mundo em carbono neutro, o município fez o trabalho de certificação do território”, disse o secretário Jaime Verruck (Semadesc).

Mato Grosso do Sul se consolida como um dos principais polos de bioenergia do Brasil, unindo escala produtiva, inovação tecnológica e sustentabilidade.Mato Grosso do Sul se consolida como um dos principais polos de bioenergia do Brasil, unindo escala produtiva, inovação tecnológica e sustentabilidade. Foto: Saul Schramm/Secom

Além disso, o trabalho desenvolvimento na pecuária e na proteção ambiental, por meio da Lei do Pantanal que prevê o pagamento por serviços ambientais, também foi destacado por Verruck.

“A pecuária no mundo inteiro é avaliada sob o ponto de vista de geração de metano, é instituída como aquela que promove o desmatamento. Temos uma boa experiência no Mato Grosso do Sul na pecuária de baixo carbono, através da integração, lavoura, pecuária e floresta. Conseguimos certificar a nossa pecuária como carne carbono neutro, nós já temos metodologias para isso. E conseguimos também intensificar a pecuária. A pecuária do Mato Grosso do Sul fez uma revolução silenciosa. Nós retiramos da pecuária 5 milhões de hectares, mantivemos o rebanho e aumentamos o abate. E o segundo ponto é a Lei do Pantanal através do pagamento de serviços ambientais”, disse o secretário.

A ideia de pagamento por serviços ambientais foi um dos pontos defendidos por João Doria, ex-governador de São Paulo - fundador do LIDE - no encerramento do Fórum LIDE COP 30.

“O Brasil acabou de parar agora os demais estados amazônicos com condição de renda e de se manterem na selva amazônica, não destruindo ou não permitindo a destruição do meio ambiente, e sim defendendo, porque recebem pagamento pelo serviço ambiental. Eu entendo isso como de importância capital, porque nações desenvolvidas com potencial econômico devem sim pagar os serviços ambientais que o Brasil oferece ou pode ampliar a sua oferta. Eu entendo que esse é um balanceamento justo, não basta apenas dizer que o Brasil tem uma responsabilidade ambiental, há que se pagar pelo serviço ambiental, há que se pagar pela preservação da floresta, dos biomas tropicais do Brasil, com a dimensão continental que tem o país, por aqueles países que podem e já usufruem do benefício dessa preservação. Entendo que essa, entre outras boas ideias, é capital e uma iniciativa que foi bem colocada no Fórum LIDE COP 30, em Bonito”, disse Doria.

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