Segunda-feira, 11 de Maio de 2026
meio ambiente

Queima controlada tenta evitar novos incêndios em parque de MS

11 mai 2026 - 15h34   atualizado às 17h14

Danielly Carvalho

Queima controlada tenta evitar novos incêndios em parque de MS Ação preventiva ocorreu no Parque das Várzeas do Rio Ivinhema em MS. (Foto: Ewerton Pereira/Secom-MS)

Com a aproximação do período de estiagem e o aumento do risco de incêndios florestais em Mato Grosso do Sul, equipes do Corpo de Bombeiros realizaram uma operação de queima prescrita no Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema (Pevri), na região da Bacia do Rio Paraná. A ação ocorreu entre os dias 1º e 4 de maio e integra as estratégias de prevenção adotadas no Estado para reduzir focos de incêndio em áreas de vegetação nativa.

A técnica faz parte do chamado MIF (Manejo Integrado do Fogo), método que utiliza o fogo de forma controlada para eliminar o excesso de biomassa seca e diminuir o material que pode alimentar incêndios de grandes proporções durante os meses mais secos do ano.

“Essas práticas são essenciais para o controle da biomassa acumulada, reduzindo o risco de grandes incêndios florestais. O uso do fogo controlado, aliado a abertura de aceiros e ao planejamento adequado se mostra extremamente eficiente na mitigação dos incêndios, principalmente quando realizado no período correto”, destacou o capitão dos Bombeiros, Samuel Pedrozo, responsável pela operação no parque.

A operação mobilizou bombeiros militares, viaturas especializadas e equipes do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), responsável pela administração da unidade de conservação. O parque possui cerca de 73,3 mil hectares e abrange áreas dos municípios de Taquarussu, Naviraí e Jateí, em região de Mata Atlântica.

O planejamento da ação incluiu monitoramento aéreo com drones equipados com sensores infravermelhos e câmeras térmicas, utilizados para acompanhar o comportamento do fogo e identificar a presença de animais silvestres na área. As equipes também avaliaram temperatura, umidade do ar e direção dos ventos antes do início da operação.

A queima foi iniciada durante o período mais quente do dia, quando os termômetros estavam próximos dos 30 °C. Com a mudança das condições climáticas no fim da tarde, o fogo perdeu intensidade e foi extinto de forma natural, enquanto as equipes permaneceram em monitoramento para evitar qualquer alteração no avanço das chamas.

Segundo o Governo do Estado, o planejamento também levou em consideração os impactos do fenômeno El Niño, que deve provocar temperaturas mais elevadas e irregularidade nas chuvas em Mato Grosso do Sul ao longo de 2026, aumentando o risco de incêndios no Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica.

“Nas unidades de conservação, como o Parque Estadual Várzeas do Rio Ivinhema, o manejo adequado do fogo é essencial para manter o equilíbrio ecológico e proteger a biodiversidade. Essas ações são planejadas com base em critérios técnicos rigorosos”, disse o gerente das Unidades de Conservação do Imasul, Leonardo Tostes, sobre a importância do manejo dentro das áreas protegidas.

Além de reduzir o risco de incêndios severos, o manejo também auxilia no controle de espécies invasoras e favorece a regeneração da vegetação nativa. O fogo é aplicado de maneira lenta e em baixa intensidade, permitindo a fuga dos animais e preservando parte da estrutura natural da área.

“Se esse manejo não fosse feito, o material serviria como combustível para incêndios de grandes proporções no período de seca, como ocorreu em 2024. Com o MIF, conseguimos manter o fogo sob controle, preservar a vegetação e garantir que os animais tenham onde se refugiar. É a forma correta de manejo, feita no período adequado, para evitar danos maiores no futuro”, explicou o guarda-parque do Pevri, Dione Sales dos Santos.

No ano passado, o Corpo de Bombeiros também realizou uma ação semelhante no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, em uma iniciativa considerada inédita na região pantaneira. A unidade, localizada entre Aquidauana e Corumbá, recebeu técnicas de manejo integrado como forma de reduzir impactos ambientais causados pelos incêndios registrados no Estado.

"Buscamos com isso mitigar efeitos de possíveis incêndios e reduzir prejuízos, tanto na fauna, flora, como em propriedades próximas", explicou o subdiretor da DPA (Diretoria de Proteção Ambiental) do Corpo de Bombeiros, major Eduardo Teixeira.

*Com informações da Agência de Noticias do Governo de MS.

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