Representantes de instituições envolvidas na captura e soltura da onça-pintada.
(Foto: IHP)
Representantes do Grupo Técnico Onças Urbanas Corumbá-Ladário, Ibama, Instituto Homem Pantaneiro (IHP), Jaraguarte e do Exército Brasileiro detalharam em coletiva de imprensa, no final da manhã desta segunda-feira, 04 de maio, como foi realizada a captura e a soltura da onça-pintada fêmea que habitava na área urbana de Corumbá a cerca de um ano.
O felino fêmea de 4 anos e 72 quilos, foi capturado na noite deste sábado, 02 de maio, após vitimar uma cadela em quintal de residência, no bairro Dom Bosco, no final de abril. O animal passou por uma série de exames e após ser confirmado seu bom estado de saúde, foi transportado em uma aeronave do Exército para região afastada da Serra do Amolar, a cerca de 250 km de distância da área urbana de Corumbá.

De acordo com Diego Viana, pesquisador da Jaraguarte, a captura da onça foi realizada com todo cuidado e precoupação com a saúde e bem estar do animal. Antes de ser devolvida à Serra do Amolar, região protegida no Pantanal, o animal passou por exames veterinários para assegurar a inexistência de doenças que pudessem contagiar outros animais que já vivem na Serra.
Sobre o apoio do Exército no transporte do animal até a Serra do Amolar, o General de Brigada Rafael Novaes, detalha que foi uma atividade difícil e arriscada, porém, realizada com muita agilidade e responsabilidade técnica ambiental.
"O Comando Militar do Oeste designou uma aeronave Culgar do 3º Batalhão do Exército e as instalações do 17º Batalhão de Fronteira para dar apoio a equipe que estava efetuando o transporte da onça. O transporte foi realizado em menos de 4 horas a partir da sedação do animal", disse.

Luka Moraes, veterinário do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), explica que a onça foi solta na região central da Serra do Amolar, a mais distante possível de comunidades ribeirinhas e que a partir de agora, ela será monitorada diariamente por meio de um rádio colar de GPS.
"A localização da onça será atualizada a cada uma hora, e se houver a necessidade, ainda é possível que uma equipe se desloque presencialmente ao encontro do animal na natureza. Vamos acompanhar toda a adaptação do felino na natureza, assim como seu estado de saíde, se perdeu peso ou se há chance de aproximação de alguma comunidade próxima".
Luka esclarece que a possibilidade de retorno da onça à área urbana de Corumbá é baixa. Segundo o veterinário, as fêmeas possuem um raio de deslocamento mais baixo que a dos machos, além da longa distância de mais de 200 de km até Corumbá, o animal ainda teria a travessia de rios como obstáculos.
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