Fios queimados foram apreendidos pela Polícia Militar.
(Foto: Reprodução/PMMS)
A Central de Operações do Corpo de Bombeiros Militar foi acionada na noite desta quinta-feira, 11 de junho, por volta das 20h, após receber denúncias via telefone de emergência 193 sobre um suposto incêndio estrutural em uma residência na Rua XV de Novembro, entre as ruas Colombo e Cabral, em Corumbá. O que parecia ser uma emergência residencial, contudo, revelou-se uma atividade ilícita de queima de materiais que mobilizou também a Polícia Militar e causou transtornos na região central.
Ao chegarem ao endereço, as guarnições de combate a incêndio depararam-se com um forte cheiro de material queimado e uma intensa cortina de fumaça preta que se espalhava rapidamente. Impulsionada pelos ventos vindos do sul, a névoa tóxica deslocou-se em direção ao centro da cidade, alcançando e cobrindo inclusive as proximidades do hospital municipal, o que gerou preocupação imediata nas autoridades devido aos riscos à saúde pública.
A ação dos bombeiros encontrou resistência logo no início. Durante a averiguação preliminar, o responsável pelo imóvel recusou-se a permitir a entrada dos militares, alegando que a guarnição só poderia acessar o local mediante apresentação de um mandado judicial ou com a presença de seu advogado. Diante do impasse e da urgência em avaliar o risco de uma tragédia, os bombeiros solicitaram apoio emergencial da Polícia Militar.
Com a chegada da equipe policial e o comparecimento do advogado do proprietário, a inspeção no interior do imóvel foi finalmente realizada. Durante a vistoria, os agentes constataram que não se tratava de um incêndio na estrutura da casa, mas sim de uma área especificamente adaptada para a queima ilegal de fios elétricos e cabos de telefonia, além do armazenamento de grandes volumes desse tipo de material. O processo de queima é comumente usado para extrair o cobre dos cabos.
Questionado pelos policiais sobre a procedência de toda aquela fiação, o proprietário afirmou que os materiais tinham origem lícita, porém não apresentou nenhuma nota fiscal ou documento que comprovasse a compra legal do produto. Diante da flagrante irregularidade e da suspeita de receptação, a Polícia Militar adotou as medidas cabíveis no local e realizou a apreensão de todo o material encontrado para dar andamento aos procedimentos legais e investigações na delegacia.
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