Policia Boliviana entrega Neno Razuk à Polícia Federal na fronteira de Corumbá com a Bolívia.
(Foto: Divulgação/PF)
A defesa do ex-deputado estadual Neno Razuk se manifestou nesta segunda-feira (3) sobre a prisão do político, realizada pela polícia boliviana no último domingo (2). Segundo os advogados, Razuk entrou na Bolívia antes da expedição do mandado de prisão e só tomou conhecimento da decisão após notícias divulgadas pela imprensa.
Em nota, a defesa afirmou que Roberto Razuk Filho deixou o Brasil em 1º de julho de 2026, antes da decisão que determinou sua prisão preventiva, decretada pela Justiça no dia 6 de julho, no âmbito das investigações sobre o jogo do bicho em Mato Grosso do Sul.
“Roberto Razuk Filho ingressou na Bolívia em 1º de julho de 2026, em momento anterior à expedição do mandado de prisão, e somente tomou conhecimento da decretação de sua prisão por meio das notícias veiculadas pela imprensa”, diz trecho da nota.
Os advogados Ricardo Souza Pereira e Roberto Razuk Neto também afirmaram que a ausência de apresentação imediata ocorreu devido a recursos que ainda aguardavam julgamento na Justiça Eleitoral. Segundo a defesa, uma possível decisão favorável poderia reverter a perda do mandato parlamentar, situação que estaria relacionada aos motivos usados para decretar a prisão.
A defesa ainda declarou que Neno pretendia se entregar, mas acabou preso durante o retorno ao Brasil.
Após a prisão na Bolívia, o ex-deputado passou por exame de corpo de delito no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) de Corumbá na manhã desta segunda-feira (3) e deixou a cidade por volta das 11h30.
Neno Razuk é investigado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) como um dos alvos da Operação Successione, deflagrada em dezembro de 2023 para apurar a atuação de uma organização criminosa ligada ao jogo do bicho em Campo Grande.
A operação também teve como alvos familiares de Neno. O pai dele, Roberto Razuk, cumpre prisão domiciliar, enquanto os irmãos Rafael e Jorge Razuk estão presos. A investigação apontou Roberto Razuk como antigo chefe da exploração do jogo do bicho na região sul do Estado.
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