Sábado, 21 de Março de 2026
Polícia

Mortes em operações policiais de Mato Grosso do Sul tiveram queda de 32%

01 nov 2025 - 08h15   atualizado em 03/03/2026 às 09h33

Gesiane Sousa

Mortes em operações policiais de Mato Grosso do Sul tiveram queda de 32% A média anual de mortes em operações, considerando também os registros de 2022, mostra 88 óbitos por ano. (Foto: Divulgaçã/PM)

A megaoperação que terminou com 121 mortos no Rio de Janeiro — entre as vítimas, quatro policiais — se revelou a mais letal da história do país. Enquanto isso, os dados da segurança pública revelam que a letalidade em operações policiais em Mato Grosso do Sul caiu cerca de 32%, entre 2023 e 2024. Entretanto, a média anual, considerando também os registros de 2022, mostra 88 óbitos por ano.

Conforme o Sinesp (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública), no ano de 2022, foram registradas 52 mortes por intervenção de agentes do Estado. Já em 2023, esse número saltou para 134, conforme o relatório do ano passado, que analisa dados referentes aos 12 meses anteriores.

No balanço divulgado este ano, os dados de 2023 sofreram alteração. Diferentemente do que o relatório anterior apontou, nessa edição, no segundo ano de gestão do governador Eduardo Riedel (PP), as mortes em operações policiais constam em 127 registros, sete óbitos a menos do que foi apontado no levantamento de 2022.

A edição 2025 do compilado mostra, ainda, que as mortes em operações policiais caíram 32,2%, com 86 registros.

Eduardo Riedel viaja ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira, 30 de outubro, para reunião de governadores no Palácio das Laranjeiras. O encontro está marcado para ocorrer às 18h. Esta seria uma forma de manifestar apoio ao gestor estadual do RJ, Cláudio Castro (PL), que definiu a megaoperação deflagrada na terça-feira, 28, como “um sucesso”.

Morte de policiais em operação

Em coletiva de imprensa, o chefe do Executivo do Rio classificou como ‘reais vítimas’ da operação apenas os 4 policiais mortos no confronto com traficantes que atuam no controle das comunidades Morro da Penha e do Alemão.

A fala se deu após moradores das favelas reunirem mais de 60 corpos resgatados da área de mata onde ocorreu o confronto mais intenso da ação. Os cadáveres foram expostos em via pública para reconhecimento das famílias — em sua maioria, mães, esposas e irmãs. A cena estampou jornais em todo o mundo, revelando o grau de letalidade da operação.

Na série histórica das ações policiais em Mato Grosso do Sul, nenhum agente foi morto de forma violenta desde 2022. Os balanços colocam MS com registros zerados de morte entre integrantes das forças de segurança pública, assim como o Acre, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Santa Catarina e Tocantins.

Nos relatórios, o Estado do Rio de Janeiro é o mais letal para agentes da segurança pública. Entre 2022 e 2024, 164 policiais foram assassinados em confronto com criminosos.

No Centro-Oeste, Mato Grosso é líder nesta categoria do levantamento. Foram 7 agentes mortos em três anos. O Distrito Federal apontou 4 óbitos.

O que diz a Sejusp?

Segundo a Secretaria de Justiça e Segurança Pública de MS, a redução de mortes em confronto se deve principalmente à mudança no comportamento de resistência por parte dos criminosos durante as abordagens.

“Quanto à alta entre 2022 e 2023, [esta] ocorreu pelo fato de criminosos de outras localidades, buscando se instalar no Mato Grosso do Sul para controlar rotas de tráfico de drogas, armas e munições, bem como de evadidos de outros estados, entrarem em confronto com os policiais durante abordagens e operações”, justifica a secretaria, sobre o salto de 52 mortes para 134.

Segundo a pasta, os criminosos tinham objetivo de cometer crimes graves e de grande repercussão.

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