Equipes durante fiscalização em imóveis de Ladário.
(Foto: Divulgação/PCMS)
A Polícia Civil, em conjunto com a Perícia Criminal e a concessionária Energisa, continuam nas ruas de Ladário, nesta quarta-feira, 06 de maio, pelo segundo dia consecutivo, investigando possíveis furtos de energia elétrica no município. A força-tarefa mobiliza um aparato robusto com três equipes policiais, cinco da perícia técnica e 15 da concessionária.
Nas atividades realizadas ontem, primeiro dia da operação, 37 imóveis foram vistoriados e três pessoas foram conduzidas para delegacia, autuadas em flagrante pelo delito de Furto de energia elétrica. De acordo com apurações do Capital do Pantanal, uma das pessoas conduzidas é comerciante, proprietário de estabelicimento na região central da cidade.
A continuidade da operação é sustentada por números expressivos. Em 2025, as fiscalizações já resultaram na emissão de mais de 10 mil termos de ocorrência, recuperando energia suficiente para abastecer milhares de residências. Além da recuperação do insumo, a regularização dessas unidades gerou o retorno de R$ 6 milhões em impostos (ICMS) aos cofres públicos, recursos que podem ser reinvestidos em áreas como saúde e segurança.
Denise Simões, representante de Relações Institucionais da Energisa, destaca que a operação não é um evento isolado. "Toda semana estamos em algum ponto do estado. Esse tipo de prática impacta diretamente na qualidade do fornecimento e eleva o custo da conta de luz para os consumidores que pagam em dia", explica.
Riscos à vida e punições
O delegado Guilherme Oliveira Pena reforça que o "gato" não é apenas um prejuízo financeiro, mas um crime que pode ser tipificado como furto ou estelionato. Além das implicações jurídicas, as ligações clandestinas representam um perigo físico real, sendo causas frequentes de sobrecargas na rede, incêndios e explosões.
A identidade de denunciantes é mantida em sigilo absoluto pelos canais de atendimento da concessionária, incentivando a colaboração da população para garantir a justiça tarifária e a segurança coletiva.
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