Domingo, 22 de Março de 2026
Meio Ambiente

Campanha 'Fogo Zero' é lançada para proteger as florestas de MS

07 mai 2025 - 06h58   atualizado em 03/03/2026 às 09h32

Gesiane Sousa

Campanha 'Fogo Zero' é lançada para proteger as florestas de MS Com 1,8 hectares em florestas plantadas, MS ultrapassou São Paulo e ocupa a 2ª posição no ranking nacional. (Foto: João Castro/Famasul)

Com mais de 1,8 milhão de hectares de floresta plantada, Mato Grosso do Sul ultrapassou São Paulo e ocupa a segunda posição no ranking nacional da cultura e com previsão de crescimento que pode colocar o Estado no topo dentro de poucos anos, tendo em vista os projetos em implantação de novas fábricas de celulose na Costa Leste.

Paralelo a essa realidade, os produtores revigoram os esforços para combater o maior inimigo das florestas – sejam plantadas ou nativas: os incêndios florestais.

Todos os anos é desenvolvida uma campanha de conscientização promovida pela Reflore MS – a Associação dos Plantadores e Compradores de Florestas Plantadas – e que tem apoio de diferentes atores sociais, entre os quais o Governo do Estado, através da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

Na 13ª edição, a campanha Fogo Zero foi lançada terça-feira (6), no auditório da Famasul (Federação de Agricultura de Mato Grosso do Sul) cujo slogan busca aprofundar o significado da iniciativa: “Mais que uma campanha. Um propósito”.

O objetivo é reforçar a cultura de prevenção aos incêndios florestais e sensibilizar a sociedade, especialmente nas áreas de floresta plantada, afirmou o presidente da Associação, Junior Ramires. A campanha prevê a fixação de placas educativas, distribuição de cartilhas e flyers, e a realização de cursos de capacitação em prevenção e combate a incêndios. Só nos anos de 2021 a 2024, foram realizados 219 cursos dessa natureza envolvendo mais de 2,1 mil alunos.

Relembrando o início das campanhas da Reflore, o secretário executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Semadesc, Rogério Beretta, disse que “há 13 anos as pessoas não viam perigo no fogo. Hoje o tema envolve a todos. Vimos que é uma pauta essencial ao desenvolvimento do Estado”.

O secretário executivo afirmou que o foco do Governo do Estado não está mais nas ações de combate. “É preciso ter a consciência de que devemos agir para que o incêndio não aconteça”.

O coronel Adriano Noleto Rampazo, subcomandante do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, enfatizou que o Estado está preparado e já desenvolveu know how na área, tanto que no ano passado foram registrados mais de 11 mil focos de calor, porém a área queimada foi metade da verificada em 2020, quando os focos de calor foram em menor quantidade, porém o Pantanal viveu sua maior catástrofe dos últimos anos.

“Já estamos com 50 homens dentro do Pantanal, nas bases, e a Força Nacional já chegou para nos apoiar nas ações. Temos 40 homens da Força Nacional fazendo a ambientação”, frisou.

Apesar das frequentes chuvas até fim de abril, a previsão não é favorável para a região do Pantanal, segundo dados compilados pelos técnicos do Cemtec/MS (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), órgão vinculado à Semadesc.

A partir de maio as chuvas devem ficar mais escassas e fatores como altas temperaturas, baixa umidade do ar e ventos fortes podem se repetir na região do Pantanal, tornando o ambiente propício para propagação do fogo.

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