Droga apreendida pela PRF com Identidade Boliviana ilustrativa.
(Foto: Divulgação PRF/Montagem)
Uma moradora da cidade de Puerto Quijarro, na Bolívia, procurou a Primeira Delegacia de Polícia Civil de Corumbá nesta sexta-feira, 17 de julho, para registrar um boletim de ocorrência de preservação de direito. Ela descobriu por meio da imprensa que seus dados pessoais e documentos foram utilizados indevidamente por uma mulher de 42 anos, que acabou presa em flagrante por tráfico de drogas na BR 2026, na altura do município de Miranda.
A vítima de 31 anos, identificada pelas iniciais M.C.V., relatou às autoridades policiais que tomou conhecimento do crime ao acessar uma notícia veiculada nos meios de comunicação locais. A reportagem detalhava a interceptação de um carregamento de entorpecentes e informava que a suspeita do crime portava e utilizava documentos emitidos em seu nome.
Ela esclareceu no boletim de ocorrência que perdeu a sua cédula de identidade boliviana original no ano de 2022, na própria cidade de Puerto Quijarro. Após o extravio, ela realizou os trâmites legais para obter uma nova via do documento em seu país. A cidadã boliviana enfatizou à polícia que não conhece a mulher detida, nunca teve contato com ela e jamais autorizou o uso de seus dados pessoais.
O caso de tráfico na BR-262
O registro de preservação de direito feito pela vítima está diretamente vinculado a uma grande apreensão de entorpecentes realizada na quinta-feira, dia 16. Na ocasião, agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) interceptaram um ônibus interestadual que havia saído de Corumbá com destino a São Paulo. Durante a fiscalização no veículo, foram localizados 74,9 quilos de skunk — uma variedade mais concentrada de maconha.
A investigação da Polícia Civil apontou que a autora do crime utilizou os documentos extraviados do moradora de Puerto Quijarro tanto no momento de comprar a passagem rodoviária quanto na etiquetagem das bagagens onde a droga estava escondida. Após o despacho das malas pesadas, a suspeita desembarcou ao longo do trajeto e foi localizada horas mais tarde pelos policiais civis em um restaurante situado às margens da rodovia BR-262, em Miranda, portando a documentação alheia.
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