Complexo frigorífico
(Foto: Divulgação/Fiems)
Mato Grosso do Sul encerrou o primeiro semestre de 2026 com 2.088.185 bovinos abatidos. O volume representa uma redução de 1% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o Estado registrou recorde histórico, mas continua entre os melhores desempenhos dos últimos anos. Os números foram divulgados no boletim Sigabov, elaborado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), com base em dados da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro). A informação foi publicada pelo Campo Grande News nesta sexta-feira (17).
Mesmo com a pequena retração, o total abatido em 2026 está cerca de 10% acima da média registrada nos últimos cinco anos, o que mantém o Estado em posição de destaque na pecuária nacional. O resultado praticamente repete o desempenho alcançado em 2025, considerado o melhor da série histórica recente.
Do total de animais abatidos entre janeiro e junho, 1.028.741 eram machos e 1.059.444 eram fêmeas. Enquanto o número de machos permaneceu estável em relação ao ano passado, o abate de fêmeas apresentou queda de 2,59%.
Os dados também mostram que junho foi um mês de forte movimentação nos frigoríficos sul-mato-grossenses. O Estado registrou o abate de 191.181 machos, crescimento de 10,28% na comparação com junho de 2025. Segundo o boletim, esse foi o maior volume desde novembro do ano passado e o segundo maior já registrado para um mês de junho desde o início da série histórica, em 2014.
Na comparação com maio deste ano, o crescimento foi de aproximadamente 10%. O volume ficou ainda cerca de 8% acima da média dos últimos 12 meses, indicando maior oferta de animais terminados para abate. Entre os machos abatidos, predominam bovinos com idade entre 25 e 36 meses, perfil que vem se mantendo ao longo dos últimos anos.
Já o abate de fêmeas totalizou 171.614 animais em junho, número 2,98% menor do que o registrado no mesmo mês de 2025. Apesar da redução, o descarte continua em patamares elevados. O boletim aponta que o volume permanece superior ao registrado em todos os anos entre 2020 e 2024.
Em junho, os machos representaram 53% dos animais abatidos no Estado, enquanto as fêmeas responderam por 47%. Entre elas, a maioria possui mais de 36 meses de idade, embora tenha sido observado aumento na participação de animais mais jovens, entre 13 e 24 meses.
Segundo levantamento divulgado pelo Campo Grande News, Ribas do Rio Pardo liderou o ranking dos municípios que mais enviaram bovinos para abate em junho, com 17.591 animais. Na sequência aparecem Terenos, com 16.135, e Paranaíba, com 14.749.
Entre os municípios que receberam o maior número de animais destinados aos frigoríficos, Campo Grande aparece em primeiro lugar, com 86.038 bovinos, seguida por Nova Andradina, com 29.785, e Naviraí, com 25.223.
A movimentação do setor segue concentrada dentro do próprio Estado. Dos bovinos abatidos em junho, 98,91% tiveram como destino frigoríficos instalados em Mato Grosso do Sul. Apenas 1,09% dos animais foram encaminhados para unidades localizadas em São Paulo.
Os números reforçam a força da pecuária sul-mato-grossense, que mantém elevados índices de produção mesmo após o recorde registrado em 2025, consolidando o Estado como um dos principais polos do setor no país.
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