Secretaria de Estado de Fazenda
(Foto: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo)
Mato Grosso do Sul já se prepara para um novo cenário econômico com a implementação da reforma tributária. Com o fim gradual dos incentivos fiscais utilizados pelos estados para atrair investimentos, a estratégia do governo estadual passa a ser o fortalecimento da infraestrutura e do ambiente de negócios para manter a competitividade nos próximos anos.
A transição do novo modelo tributário começou em janeiro deste ano e será concluída em 2032. A expectativa do governo é que, ao final desse período, o Estado esteja ainda mais consolidado economicamente, reduzindo a dependência dos benefícios fiscais como ferramenta de desenvolvimento.
Segundo o governador Eduardo Riedel, Mato Grosso do Sul vive um momento de crescimento sustentado, impulsionado por investimentos em logística, energia, saneamento e parcerias com a iniciativa privada. A proposta é tornar o Estado mais atrativo para a instalação e expansão de empresas, independentemente dos incentivos tributários.
O secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rogério Perez, avalia que o crescimento estadual vai além da arrecadação de impostos e pode ser observado nos indicadores econômicos. “Crescimento não é só arrecadação, é PIB também e tem crescido muito bem”, afirmou em entrevista ao Campo Grande News.
Mesmo diante das mudanças no cenário tributário, a arrecadação do ICMS em Mato Grosso do Sul já alcança R$ 5 bilhões em 2026, mantendo a média registrada no mesmo período do ano passado. O dado ganha ainda mais relevância diante da queda na receita proveniente do gás natural boliviano.
O produto, que entra no Brasil por Corumbá, já representou quase 30% da arrecadação do imposto estadual. Atualmente, esse percentual não chega a um terço do que já foi registrado, reflexo da redução da oferta de gás natural pela Bolívia nos últimos anos.
Apesar desse impacto, o governo estadual considera positiva a manutenção dos níveis de arrecadação e reforça que a diversificação econômica tem contribuído para sustentar o crescimento do Estado.
Com a reforma tributária, impostos como o ICMS e o ISS serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), reduzindo a chamada “guerra fiscal” entre os estados.
A aposta de Mato Grosso do Sul para o novo modelo é ampliar investimentos em infraestrutura, garantir segurança jurídica e criar condições favoráveis para a atração de novos empreendimentos, mantendo o ritmo de crescimento econômico ao longo da próxima década.
Com informações do Campo Grande News
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