Capacitação realizada por produtores rurais do Assentamento 72
(Sebrae)
Produtores da agricultura familiar do Assentamento 72, em Ladário, participaram nesta sexta-feira (10) de uma capacitação voltada ao fortalecimento da comercialização de alimentos produzidos na região. O objetivo é ampliar a participação dos agricultores no fornecimento para a merenda escolar e, ao mesmo tempo, impulsionar a geração de renda no meio rural.
Realizado na Escola Municipal Rural Maria Ana Ruso, o encontro reuniu 16 empreendedoras e empreendedores na capacitação “Agricultura Familiar como Vetor de Desenvolvimento”, iniciativa que busca preparar os produtores para atender às exigências das compras públicas e aproveitar novas oportunidades de mercado.
Ao longo da formação, foram discutidas estratégias para aumentar a competitividade dos agricultores, aperfeiçoar a oferta de produtos e fortalecer a produção local. Segundo a analista-técnica do Sebrae/MS, Larissa Moraes, o trabalho busca aproximar os produtores das oportunidades de fornecimento ao poder público, ampliando as vendas e incentivando o desenvolvimento econômico da região.
“Essa consultoria ajuda a aprimorar a participação desses negócios, favorece o aumento das vendas e contribui para atender de forma ainda melhor a demanda por alimentos produzidos em Ladário”, explicou.
A atividade integra uma série de ações desenvolvidas desde o início do ano para organizar a produção, identificar desafios enfrentados pelos agricultores e criar condições para ampliar a comercialização por meio dos programas de compras institucionais, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
De acordo com o consultor territorial do Sebrae/MS, Clarindo Cleber Gimenez, o trabalho conjunto permitiu elaborar um plano de ação voltado à melhoria da produção, adequação dos preços e organização do calendário de fornecimento dos alimentos.
“Nós criamos uma interface entre os produtores e o poder público para entender as oportunidades e os desafios locais. Isso deve melhorar a oferta dos produtos, facilitar o planejamento e tornar o fornecimento mais eficiente”, afirmou.
A expectativa é que, no segundo semestre deste ano, o número de agricultores habilitados para fornecer alimentos aos programas públicos dobre, passando de cinco para dez produtores do assentamento.
Entre quem aposta nesse crescimento está a agricultora Louzanira de Lima Soares, moradora do Assentamento 72 há mais de duas décadas. Para ela, ampliar as vendas representa a possibilidade de investir na propriedade e enfrentar antigos desafios da produção.
“Aqui a gente produz o ano inteiro, mas precisa melhorar a irrigação. Já criei meus dois filhos trabalhando na terra e quero desenvolver ainda mais a horta. Se conseguirmos vender mais, teremos condições de investir e superar as dificuldades causadas pela seca”, relatou.
Como parte desse processo, também foi elaborado um calendário com os períodos de maior oferta dos alimentos produzidos no assentamento. A ferramenta deve auxiliar no planejamento da merenda escolar, permitindo que os produtos locais sejam incorporados ao cardápio de acordo com a sazonalidade da produção.
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