Comitiva reunida para roda de conversa com produtores e representantes
(Foto: Fernanda Barros)
A pecuária pantaneira convive com o Pantanal há mais de 300 anos e, segundo o presidente do Sindicato Rural de Corumbá, Stefano Rettore, essa trajetória demonstra que é possível produzir respeitando os ciclos naturais do bioma. A avaliação foi feita após a participação dele na Comitiva Pecuária Tropical pelo Clima, uma expedição que percorreu cerca de 500 quilômetros pelo Pantanal sul-mato-grossense para ouvir produtores rurais e reunir contribuições que darão origem a um documento com propostas para o fortalecimento da pecuária brasileira.
Um dos encontros aconteceu na Pousada Baía das Pedras, na região da Nhecolândia, no Pantanal de Corumbá. Além de produtores e profissionais ligados ao agronegócio, a roda de conversa contou com moradores da região e turistas, promovendo uma troca de experiências entre quem vive no bioma e quem conhece o Pantanal como destino turístico.
Para Rettore, esse contato ajudou a mostrar uma realidade que, muitas vezes, permanece distante dos grandes centros. Segundo ele, a produção pecuária faz parte da história do Pantanal e é desenvolvida com atenção à preservação ambiental, ao bem-estar animal e à oferta de uma proteína de qualidade.
“Produzimos seguindo os ciclos do bioma. Esse trabalho faz parte da nossa rotina há séculos, mas nem sempre recebe a visibilidade que merece.”
A expedição começou em Rio Negro e seguiu por propriedades rurais em Corumbá e Aquidauana. Ao longo do percurso, produtores, pesquisadores e lideranças do setor debateram temas como legislação ambiental, segurança jurídica, sucessão familiar, inovação no campo e os impactos das mudanças climáticas sobre a atividade pecuária.
Na etapa realizada em Corumbá, um dos destaques foi a aproximação entre produtores e visitantes do Pantanal. A proposta foi ampliar o diálogo sobre a realidade de quem vive no campo e mostrar como a atividade pecuária convive com a fauna, a flora e as características únicas do bioma.
Rettore também destacou os desafios enfrentados por quem produz em uma das regiões mais remotas do país.
“O Pantanal é uma região remota, de difícil acesso. A comitiva ajuda a mostrar esse compromisso do pantaneiro com a natureza e com a produção.”
As discussões foram encerradas durante a Pantanal Tech, em Aquidauana, onde os participantes compartilharam os principais pontos levantados ao longo da expedição. As contribuições fazem parte do projeto Vozes da Pecuária, do Instituto Pecuária Tropical pelo Clima, que está percorrendo os cinco biomas brasileiros para construir uma carta aberta com propostas voltadas ao futuro da pecuária nacional.
Para Rettore, a iniciativa representa uma oportunidade de garantir que a realidade de quem vive e trabalha no Pantanal esteja presente na construção dessas propostas.
“Com essa escuta, damos voz e protagonismo a quem está na lida.”
As contribuições levantadas durante a expedição serão reunidas em uma carta aberta do projeto Vozes da Pecuária, com demandas de produtores dos cinco biomas brasileiros e sugestões para o desenvolvimento sustentável da atividade pecuária.
Receba as notícias no seu Whatsapp.Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal
Leia Também
Governo adia fim do subsídio da gasolina após nova alta do petróleo
Terceira parcela do IPTU 2026 vence na sexta-feira, dia 10
Receita libera consulta a lote especial de cashback do IR nesta quarta
Brasil vê avanço com EUA, mas mantém etanol fora da negociação
MS é o 3º maior produtor de etanol do Brasil em 2026
Seminário debate o futuro da Economia Azul em Mato Grosso do Sul
Mercado financeiro reduz projeção da inflação para 5,30%
Terceira parcela do IPTU 2026 vence na próxima nesta sexta (10) em Corumbá
Pantanal Tech 2026 é palco para lançamento de programa de fomento a inovação nos municípios de MS