Bomba de gasolina
(© MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL)
O governo federal decidiu adiar para a próxima semana a definição sobre o fim do subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina. A decisão, que deveria ser anunciada nesta semana, foi revista após uma nova alta no preço do barril de petróleo, que voltou a custar US$ 80.
A mudança de planos foi motivada pelo acirramento das tensões militares entre Estados Unidos e Irã, registradas na última quarta-feira (8), o que provocou uma escalada imediata nos valores do mercado global.
Em entrevista à Rádio Gaúcha, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, justificou a cautela diante do cenário de instabilidade.
“Vou analisar a retirada na próxima semana e, dependendo da situação, eu gostaria de retirar o subsídio da gasolina, parcial ou totalmente”, afirmou o ministro.
Segundo a pasta, o subsídio funciona como um mecanismo de proteção, evitando que a oscilação internacional dos combustíveis pressione a inflação e encare o custo de vida no Brasil.
O governo esclarece, porém, que uma eventual retirada do desconto não resulta, automaticamente, em um aumento de R$ 0,44 no preço final ao consumidor, já que o valor nas bombas é influenciado por outros fatores, como impostos, políticas das refinarias e margens da cadeia de distribuição.
Mesmo com a instabilidade externa, o governo reafirmou a estratégia de ampliar o uso de fontes renováveis. O planejamento federal segue alinhado à Lei 14.993, conhecida como Lei do Combustível do Futuro, que permite elevar a mistura de etanol anidro na gasolina para até 35% e prevê a ampliação do biodiesel no diesel. Durigan indicou, inclusive, que o governo não descarta propor percentuais de mistura ainda maiores no futuro.
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