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(Foto: CDP)
O principal motor do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deu sinais de moderação. Após registrar um avanço revisado de 1,1% em abril, o volume de serviços recuou em maio, eliminando parte dos ganhos recentes. Apesar do tropeço na margem, o patamar atual do setor permanece resiliente: a atividade está 19,6% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e a apenas 0,5% de distância do recorde histórico alcançado em outubro de 2025.
Impacto Setorial e o Peso dos Transportes
A retração de maio foi concentrada em duas das cinco atividades pesquisadas pelo órgão estatístico. O segmento de transportes, serviços auxiliares e correio — que detém o maior peso na composição do índice — caiu 1,0%, influenciado pela menor receita no transporte aéreo de passageiros e no transporte rodoviário de cargas. O grupo classificado como "outros serviços" despencou 1,9%.
Por outro lado, o comércio e o atendimento direto ao público funcionaram como amortecedores do índice geral:
- Serviços profissionais e administrativos: Alta de 1,9%, acumulando expansão de 2,5% no bimestre.
- Serviços prestados às famílias: Avanço de 0,2%, atingindo o patamar mais elevado desde dezembro de 2014, impulsionado pela baixa taxa de desemprego e o aumento da massa salarial.
- Informação e comunicação: Apresentou estabilidade absoluta (0,0%) no período.
- Atividades turísticas: Registraram queda de 0,4%, devolvendo parte do forte crescimento de 4,1% visto no mês anterior.
Desempenho Regional e Dados Acumulados
O recuo no volume de negócios não foi um fenômeno isolado, espalhando-se geograficamente por 18 das 27 unidades da federação. Os impactos negativos mais expressivos vieram do Paraná (-2,3%), do Rio Grande do Sul (-2,0%) e de Mato Grosso (-2,5%). Em contrapartida, as principais reações positivas ocorreram no Rio de Janeiro (1,0%) e na Bahia (2,2%).
Na comparação com maio do ano passado, o cenário consolida uma trajetória de resiliência de longo prazo, com expansão de 0,4% — marcando o 26º resultado positivo consecutivo nessa base de comparação. No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, o setor de serviços ostenta uma alta estável de 1,9%, enquanto o indicador dos últimos 12 meses aponta para um crescimento de 2,6%, confirmando que a economia nacional mantém fôlego apesar da política monetária restritiva.
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