Militar do Exército faz teste preliminar para identificar a presença de cocaína líquida na madeira.
(Foto: Gefron)
Um documento da Polícia Florestal e de Preservação do Meio Ambiente da Bolívia reforça que não há confirmação da presença de cocaína na carga de madeira apreendida em Corumbá, no dia 18 de junho, durante uma operação conjunta das forças de segurança brasileiras. O laudo definitivo da Polícia Federal (PF), no entanto, ainda não foi concluído.
O caso ganhou repercussão nacional após a apreensão de aproximadamente 260 toneladas de madeira, inicialmente tratada como a maior apreensão de cocaína da história do país em volume, devido à suspeita de que o entorpecente estivesse impregnado no material transportado da Bolívia para o Brasil.
Segundo o documento obtido pelo Campo Grande News, as análises realizadas pelas autoridades bolivianas não identificaram a presença de cocaína na carga. A informação reforça os resultados dos testes químicos preliminares realizados pela Polícia Federal em Corumbá, que também deram negativo para a presença do entorpecente.
Apesar disso, a carga permanece apreendida enquanto peritos da Polícia Federal, em Brasília, realizam exames laboratoriais mais aprofundados. Somente o laudo definitivo poderá confirmar ou descartar, de forma conclusiva, a existência de cocaína no material.
A investigação teve início após informações compartilhadas por órgãos internacionais apontarem que traficantes poderiam estar utilizando madeira para ocultar cocaína líquida durante o transporte. Ao todo, oito caminhões foram alvo da operação, sendo quatro retidos em Corumbá e outros quatro em Cáceres (MT).
Enquanto aguardam a conclusão dos exames, empresas do setor madeireiro boliviano alegam prejuízos financeiros decorrentes da retenção dos veículos e da carga, além de impactos nas exportações.
Até o momento, não há confirmação oficial de que a madeira apreendida contenha cocaína. O resultado do laudo pericial da Polícia Federal será determinante para o desfecho do caso, que segue sob investigação.
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