Cecretária municipal de Saúde de Corumbá, Tatiana Mattos, durante o seminário.
(Foto: Divulgação)
O município de Corumbá participou, na última quinta-feira, 10 de setembro, da capacitação “El Niño e Saúde: Preparação, Vigilância e Resposta em Mato Grosso do Sul”. O treinamento, promovido pelas coordenadorias de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e Toxicológica do Estado (SES/MS), teve como principal objetivo atualizar gestores e técnicos sobre as previsões climáticas para o período de 2026/2027, além de fortalecer as redes de atendimento municipais contra as consequências diretas do fenômeno na saúde da população.
A preocupação das autoridades de saúde se justifica pela vulnerabilidade geográfica da região pantaneira. Segundo Danielle Martins Tebet, coordenadora de Vigilância Epidemiológica do Estado, o Pantanal é um território estratégico que historicamente sofre de forma severa com queimadas, calor excessivo e longos períodos de tempo seco. Diante disso, o foco do encontro foi analisar os cenários científicos e traçar fluxos de resposta rápidos para os agravos de saúde que costumam disparar durante essas crises climáticas, como problemas respiratórios, desidratação e intoxicações por fumaça.
A secretária municipal de Saúde de Corumbá, Tatiana Mattos, ressaltou que a cidade já trabalha na elaboração de um plano integrado com instituições parceiras. A estratégia visa organizar a rede de atendimento físico e garantir o estoque de insumos médicos necessários, já que desastres climáticos severos têm o potencial de gerar múltiplas emergências de forma simultânea.
"Muitas vezes, os eventos acontecem juntos e precisamos preparar a rede de atendimento, tanto os profissionais quanto os insumos, para garantir uma resposta adequada à população", pontuou a secretária.
A programação foi dividida de maneira teórica e prática. No período da manhã, os participantes acompanharam painéis técnicos sobre as perspectivas meteorológicas do El Niño, diretrizes da Defesa Civil, vigilância de agravos decorrentes de desastres e protocolos de manejo clínico para os pacientes afetados. Já à tarde, foi realizado um exercício simulado em tempo real, unindo a Coordenadoria de Vigilância em Saúde Ambiental e Toxicológica (CVSAT) e a Defesa Civil.
A simulação testou na prática o acionamento de protocolos oficiais, a comunicação entre as agências e a agilidade dos fluxos de triagem e socorro diante de possíveis cenários críticos na região.
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