Loja da capital de MS alvo de invetsigação do Gaeco.
(Foto: Bruna Marques)
O crime organizado voltou a ser alvo de uma ofensiva interestadual na manhã desta quinta-feira, 10 de setembro. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou uma ação de apoio operacional em Campo Grande. Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão contra empresas e pessoas físicas suspeitas de integrar uma rede de lavagem de dinheiro controlada por uma facção criminosa.
De acordo com apurações do portal Campo Grande News, entre os alvos da operação está uma boutique de luxo, localizada na Avenida Mato Grosso, na Capital do Estado. O local recebeu a visita dos agentes por volta das 6h da manhã de hoje, a loja ainda estava fechada e uma funcionária abriu a porta para os três agentes ficaram no local até por volta das 9h. A proprietária não estava no momento da ação, ela é natural de Porto Alegre, mas desde criança vivem em Mato Grosso do Sul. Há 32 anos abriu a marca em Campo Grande.
A mobilização na capital sul-mato-grossense dá suporte à Operação Luxúria, encabeçada pelo Gaeco do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MPRS). Além dos mandados de busca e apreensão direcionados a endereços comerciais e residenciais, a ofensiva obteve uma vitória financeira expressiva no combate à estrutura das organizações criminosas: uma ordem judicial determinou o bloqueio de até R$ 8,1 milhões em contas e bens dos investigados.
Estratégia familiar para ocultar patrimônio
As investigações, conduzidas originalmente pelas autoridades gaúchas, apontam que o esquema era altamente sofisticado. De acordo com o MPRS, sete investigados principais estão diretamente vinculados a um núcleo familiar e empresarial centralizado.
O grupo utilizava empresas de fachada e "laranjas" para fazer vultosas movimentações patrimoniais e financeiras. O objetivo era conferir uma aparência de legalidade a recursos bilionários obtidos por meio de atividades ilícitas pesadas exercidas pela facção. No entanto, as quebras de sigilo bancário e fiscal revelaram que o fluxo de dinheiro era totalmente incompatível com a renda declarada pelos suspeitos.
Rastreamento de bens continua
Com os materiais apreendidos na manhã de hoje em Campo Grande, o Ministério Público pretende aprofundar o rastreamento dos ativos financeiros ocultos. A expectativa das autoridades é que a análise dos documentos, computadores e celulares recolhidos ajude a identificar novos integrantes da organização, mapear o destino final dos recursos e consolidar as provas necessárias para o processo judicial de lavagem de dinheiro.
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