Policial federal com carro e eletrônicos apreendidos na operação
(Foto: Divulgação)
A Polícia Federal, em ação conjunta com a Receita Federal do Brasil, deflagrou na manhã desta quarta-feira, 9 de setembro de 2026, a Operação Nexum. O objetivo principal da ofensiva é desarticular uma organização criminosa sediada em Campo Grande/MS que atuava na entrada irregular de mercadorias eletrônicas vindas do Paraguai, com posterior venda informal parcelada e cobrança violenta de devedores.
Mais de 50 policiais federais foram às ruas para cumprir 12 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva. Todas as ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Federal de Campo Grande e cumpridas integralmente na capital sul-mato-grossense, concentrando-se em regiões como os bairros Los Angeles e Campo Nobre.
Um terceiro suspeito envolvido nas investigações não foi preso, mas acabou submetido a severas medidas cautelares alternativas. Ele está obrigado a usar tornozeleira eletrônica e foi proibido tanto de manter contato com os demais integrantes do grupo quanto de se aproximar ou frequentar a faixa de fronteira do país.
Bloqueio financeiro e desmonte de empresas
Como parte da desarticulação do braço econômico da quadrilha, a Justiça Federal determinou o bloqueio de ativos financeiros e a indisponibilidade de bens imóveis de pessoas físicas e jurídicas suspeitas até o limite de R$ 10 milhões. A decisão judicial também validou o sequestro de quatro veículos e ordenou a suspensão imediata das atividades de três empresas comerciais de fachada que eram utilizadas pelos criminosos para escoar os produtos e lavar o dinheiro arrecadado.
Redes sociais e armas de grosso calibre
De acordo com o inquérito da Polícia Federal, o grupo utilizava as redes sociais para divulgar amplamente os aparelhos eletrônicos. Contudo, quando os clientes atrasavam as parcelas das compras, os investigados passavam a realizar cobranças sob forte intimidação e graves ameaças, inclusive com o uso de armas de fogo de grosso calibre.
Além dos crimes de descaminho e extorsão, a apuração reuniu indícios de que o grupo operava uma rede de agiotagem (empréstimos informais) e estava envolvido com tráfico de drogas, posse e porte irregular de armas de fogo e lavagem de capitais. As buscas de hoje pretendem robustecer as provas e identificar se há mais ramificações do esquema no estado.
Receba as notícias no seu Whatsapp. Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal
Leia Também
“Irmãos Metralha” são presos após furtar até carne de sol em Ladário
PM recupera bicicleta furtada e prende foragido da Justiça em Ladário
PRF encerra Operação Independência nas rodovias de MS
Mulher esfaqueia marido para sobreviver a espancamento em Corumbá
Civil recupera 246 celulares roubados e devolve mais de 130 na Operação Última Chamada
Fiscalização em ônibus flagra haxixe marroquino que seguia para São Paulo
Suspeita de abuso sexual em cadela é investigada em Corumbá
Brasileiro é preso com maconha na rodoviária de Puerto Quijarro
Sargento da PMMS é preso por descaminho e vai para presídio militar em Campo Grande