O ex-sargento da Força Aérea Brasileira Manoel Silva Rodrigues.
(Foto: Reprodução)
A Justiça Militar condenou o ex-sargento Manoel Silva Rodrigues pelo transporte de 37 quilos de cocaína em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) durante uma missão oficial de apoio à comitiva presidencial brasileira, em 2019.
A pena definida foi de três anos de prisão em regime aberto, além do pagamento de 700 dias-multa. Rodrigues também foi absolvido da acusação de lavagem de dinheiro e deixou de integrar a FAB em 2022.
O militar foi preso ao desembarcar em Sevilha, na Espanha, com a droga escondida na bagagem. A aeronave fazia parte da estrutura de apoio de uma viagem internacional do então presidente Jair Bolsonaro e era usada na logística de deslocamento de autoridades.
A decisão judicial apontou que Rodrigues conhecia os procedimentos de segurança da FAB e teria aproveitado as condições da função para facilitar o transporte da droga. Para o ministro responsável pelo julgamento, o ex-sargento não atuou como uma simples “mula”, pois tinha conhecimento dos protocolos e “plena ciência” de que a bagagem dificilmente seria submetida a revista.
A cocaína apreendida foi avaliada em 1,3 milhão de euros, valor equivalente a cerca de R$ 6 milhões em 2019. O processo indicou ainda que o transporte da droga teria sido negociado em outras duas ocasiões antes do flagrante, em março e abril daquele ano.
Além de Rodrigues, outros militares e civis responderam ao processo. Quatro acusados foram absolvidos, enquanto um empresário apontado como responsável pela droga recebeu condenação de 22 anos de prisão em regime fechado.
A defesa do ex-sargento alegou ausência de justa causa e afirmou que a acusação estaria baseada em “meras ilações”. O posicionamento dos advogados não foi localizado.
Atualmente, Rodrigues cumpre pena na Espanha em regime equivalente à liberdade condicional.
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