Categoria já fez duas paralizações de 24 horas para reivindicar o aumento salarial.
(Foto: Divulgação/Sinpol-MS)
Os policiais civis de Mato Grosso do Sul (MS) seguem em negociação com o governo do Estado por reajuste salarial para alcançar a 6ª melhor remuneração do País. Nesta semana, Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul) discute uma contraproposta enquanto o Sinpof (Sindicato dos Peritos Oficiais Forenses de Mato Grosso do Sul) aguarda uma oferta da administração.
Após rejeitar as duas opções dadas pelo governo, o Sinpol fará nova assembleia nesta terça-feira, 24 de setembro, às 18h, para a categoria discutir uma contraproposta a incorporação de R$ 400 de vale alimentação aos vencimentos e abono de R$ 130 para os policiais de terceira classe e redução da progressão na carreira dos policiais, excluindo a fase inicial.
"As propostas estão muito abaixo do compromisso que foi feito conosco", disse o presidente do Sinpol, Alexandre Barbosa. Os policiais pedem o cumprimento de promessa feita em 2016 pelo governo estadual de colocar o salário da categoria em MS entre os seis mais altos do Brasil, além de aumento do auxílio-alimentação de R$ 400 para R$ 800; implementação do auxílio-saúde equivalente ao dos delegados; hora extra remunerada e adicional de fronteira.
Segundo Barbosa, na assembleia de amanhã ainda não será discutida a deflagração de greve. A categoria dará prazo para o governo analisar os pedidos para negociações avançarem, mas se não tiveram sinalização de progresso os policiais civis podem discutir o indicativo de greve até sexta-feira (27).
Já os peritos oficiais forenses ainda aguardam a proposta do governo, que seria enviada na semana passada. O titular da SAD, Frederico Felini, confirmou que a negociação com os peritos continuará nesta quinta e que não houve motivo que impediu o envio da proposta.
Os peritos oficiais também reivindicam melhorias salariais, já que ocupam 25º posição no ranking salarial do Brasil, junto com o Distrito Federal, e melhores condições de trabalho.
"Ficou de mandar e não mandou. Conversamos com os deputados da comissão e ficou agenda uma reunião com a SAD [Secretaria de Estado de Administração de Mato Grosso do Sul] na quinta-feira. A gente vai esperar essa proposta para depois colocar algumas medidas em ação", detalhou o presidente do Sinpof, Francisco Orlando Franco Tomaz de Almeida.
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