Tratores chegaram a derrubar parte de construções na Liga Árabe de Corumbá.
(Foto: Reprodução)
Uma antiga disputa judicial pelo controle da Liga Árabe Brasileira de Corumbá ganhou um capítulo tenso na manhã deste domingo, 24 de maio. A Polícia Militar (PM) foi acionada para conter uma tentativa de demolição e limpeza com tratores em um terreno da entidade, localizado no cruzamento das ruas Antônio João e América, na área central do município.
A ação com maquinário pesado foi interrompida pelas autoridades após denúncias de moradores. O episódio expõe uma severa rachadura na tradicional instituição, que atua na defesa dos direitos sociais e na representação da comunidade árabe e palestina na região pantaneira.
Conflito interno e impasse na Justiça
O pano de fundo da invasão é uma briga jurídica pelo comando e pela posse dos bens da associação. Membros de grupos opostos dentro da própria colônia disputam a legitimidade legal para administrar o patrimônio da Liga Árabe.
No vídeo, ao qual o Capital do Pantanal recebeu, é possível ouvir um do membros pedindo "pelo amor de Deus", para que os tratores interrompessem o trabalho. Logo em seguida, outros membros da comunidade chegaram no local e forçaram a entrada pelo portão de grade para impedir a continuidade da demolição.
De acordo com ifnormaçoes do Boletim de Ocorrências, durante a abordagem policial no domingo, nenhuma das partes presentes conseguiu apresentar documentos que comprovassem a propriedade imediata da área ou qualquer autorização legal para a realização de obras e demolições no local. Em razão do impasse e do risco de destruição do patrimônio, os responsáveis pelos tratores e os envolvidos na ação foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil. O caso foi registrado preliminarmente como esbulho possessório — crime que consiste em tomar a posse de um bem alheio mediante violência, clandestinidade ou ameaça.
A Polícia Civil agora investiga quem ordenou a entrada das máquinas e qual o real impacto dos danos causados na estrutura do imóvel. Enquanto o processo judicial que define a nova diretoria legal da Liga Árabe não avança, a área deve permanecer sob vigilância para evitar novos confrontos ou a perda definitiva do espaço histórico.
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