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A impunidade assola nossa sociedade e causa prejuízo a todos, inclusive a determinados políticos, autoridades, pois o sentimento no Brasil é o de que a aplicação das penas, a morosidade da justiça e as leis demasiadamente protetivas ao criminoso estão destruindo nossa sociedade. Não obstante esta constatação a qual já está demonstrada por enquetes e pesquisas de âmbito nacional - contrariando a Constituição Federal, os responsáveis pela elaboração e aplicação da lei penal e processual penal nada fazem para que , o comando constitucional que diz que o poder emana do povo e que os políticos são apenas os representantes da vontade deste povo seja aplicado.
A fim de que seja fortalecido o combate ao crime, à corrupção e à impunidade em nosso país, é necessário que as polícias civil e federal tenham autonomia e independência para realizar as suas funções.
É preciso que se entenda que o criminoso não deve ser preso somente com a condenação. A razão da prisão não é apenas a punição/retribuição pela condenação, mas também a prevenção e tranquilidade social, pois se aquele criminoso permanecer em liberdade durante o inquérito policial ou processo, poderá continuar a praticar os crimes. É o que se observa na história recente de Corumbá, pois hoje se acende a quarta velinha da OPERAÇÃO DECOADA, esta que colocou o nome de nossa cidade nos Anais da Corrupção, emoldurando reportagens vexatórias com os mais variados títulos denegrindo a nossa cidade e a nossa gente. Mas, como anda esse processo? Os indiciados foram punidos? O chefe da quadrilha já pagou pelo que fez? Enfim, e ainda tem bandido que quer ser candidato nas próximas eleições!
Sendo assim e com base no referencial criminoso de certos indiciados, é claro que nessas situações, pelo passado do indesejável e pela forma de vida e atuação nos crimes, já é possível perceber que ele não pode permanecer em liberdade, sob pena de que a justiça caia no descrédito popular e que a sociedade fique à mercê de novos crimes, neste caso, quem se responsabilizará por isso?
A punição ao indivíduo que pratica um ato ilícito não pode ser aplicada apenas aos mais pobres. É necessário que a lei seja aplicada com efetividade para todos, sem distinção de cor, raça, sexo, condição social, origem, religião ou idade, principalmente por uma notoriedade que não se possui mais, independente de cargo que ocupe, independente dos ajuntamentos com políticos graúdos que não tem a noção do perigo e do descredito que pode herdar dessa nova amizade.
Por fim cabe a nós corumbaenses esperarmos que os protagonistas do maior escândalo de corrupção que maculou na nossa história paguem pelos crimes cometidos e que suas fortunas construídas sobre o suor de cidadãos de bem, sejam devolvidas a quem de direito.
Ah, e tem mais velinhas vindo por ai, no próximo 13 de novembro comemoraremos três anos de mais uma OPERAÇÃO, também alusiva ao mesmo Chefe de Quadrilha, a CORNUCÓPIA, o caso dos consignados que faz parte da memória de muitos.
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