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Sem sombra de dúvidas o assunto do momento nos quatro cantos do país diz respeito à bombástica e reveladora Delação Premiada do Senador Delcídio do Amaral, homologada pelo Supremo Tribunal Federal na data de ontem (15).
Os fatos narrados e já abertos e noticiados, causou uma série de reações em relação à figura do Senador corumbaense. Foram muitos os juízos de valores impetrados ao mesmo, sendo o principal de todos o de TRAIDOR.
Mas, quem traiu quem? Ou será que o mesmo não está fazendo justiça?
Como fazer justiça?
Para tentar explicar, vamos usar um fato muito presente nos tribunais, principalmente nas Varas de Família, onde muitas mulheres lutam pelo reconhecimento da paternidade de seus filhos, para que ambos, Pai e Mãe, possam compartilhar da nobre tarefa de educar e dar amor aos que JUNTOS fizeram. Assim, acredito ser o mesmo sentimento e desejo do Senador.
Fizeram juntos, pagarão juntos! Pois, os delitos a ele imputados, não foram protagonizados pela iniciativa unilateral do acusado delator. O mesmo, segundo relatos, assumiu o que fez visando assegurar interesses de um conjunto de pessoas e a permanência de um projeto.
Todavia, sem julgá-lo, pois essa tarefa é da corte maior, e sem hipocrisia, deveríamos aplaudi-lo, não pelos delitos, mas pela coragem, pois ao delatar ofereceu aos demais delatados a oportunidade de pagarem as suas dívidas para com a sociedade brasileira. Sendo este o discurso que muitos gritam aos quatro cantos!
Enfim, que a justiça seja para todos um meio de reflexão e regeneração, por mais dolorosa que seja, por mais que desconstrua os mitos e heróis, o Senador Delcídio do Amaral entrou para a história, pelo côncavo e convexo, pela coragem e firmeza e acima de tudo ao contribuir com que a justiça seja feita, doa a quem doer.
Por fim, como diz uma personalidade da nossa cidade: “Amigos, morrem juntos e abraçados”
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