Alunos de escola estadual de Mato Grosso do Sul.
(Foto: Divulgação SED)
Os números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025 revelam que Mato Grosso do Sul entrou em um movimento consolidado de avanço educacional. O estado registrou melhorias em todas as etapas avaliadas, alcançando a nota 5,9 nos anos iniciais do ensino fundamental, 5,0 nos anos finais e 4,4 no ensino médio. Embora os índices locais ainda permaneçam ligeiramente abaixo das médias brasileiras (de 6,3, 5,3 e 4,5, respectivamente), a distância para o cenário nacional encolheu consideravelmente, restando apenas um décimo de diferença no ensino médio.
Mais do que um retrato estático, o resultado de 2025 consolida uma mudança de direção no fluxo e no desempenho escolar. Avaliações do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) apontam que, nos anos iniciais da rede pública, a nota padronizada saltou de 5,70 em 2023 para 5,99 em 2025. O desempenho em Matemática subiu de 218,72 para 225,92 pontos, enquanto Língua Portuguesa evoluiu de 209,82 para 214,91. Paralelamente, o indicador de rendimento e aprovação dos estudantes na rede pública avançou de 0,93 para 0,95, validando a decisão anterior do estado de não adotar a aprovação automática durante a pandemia para focar no domínio real dos conteúdos.
Diante do desafio de acelerar esses ganhos, a proposta pedagógica para o ciclo de 2027 a 2030, defendida pelo governador Eduardo Riedel em sua campanha de reeleição, foca em um modelo de engrenagem integrada. A prioridade máxima está concentrada na base, fortalecendo o regime de colaboração técnica com as redes municipais para consolidar a alfabetização e a matemática logo na infância. A estratégia visa identificar e sanar defasagens precocemente, impedindo que os obstáculos acumulados no início da trajetória escolar se transformem em barreiras permanentes no futuro dos estudantes.
O planejamento para os próximos anos apoia-se ainda na expansão do ensino em tempo integral, com foco em regiões de maior vulnerabilidade social. O aumento da jornada escolar virá acompanhado de uma política contínua de modernização da infraestrutura da rede estadual, incluindo a instalação de lousas digitais e laboratórios de robótica para aproximar os jovens das demandas de automação e inteligência artificial do mercado. No centro dessa transformação, o Plano de Governo prevê a ampliação de programas de formação continuada para professores e gestores, valorizando o corpo docente como o elo fundamental para a aplicação prática dessas inovações em sala de aula.
Na ponta final da educação básica, o foco do estado direciona-se para a inserção profissional dos jovens. A educação técnica já atinge os 79 municípios sul-mato-grossenses e passará por um processo de regionalização para conectar as disciplinas às vocações econômicas locais, sejam elas voltadas ao agronegócio, indústrias ou serviços. O fortalecimento do ensino técnico projeta-se tanto como uma porta de entrada imediata para o primeiro emprego quanto como uma base sólida para que o estudante ingresse no ensino superior — segmento no qual Mato Grosso do Sul já ostenta a 7ª maior taxa de população graduada do país.
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