Identificação do SUS em unidade de saúde, com profissionais ao fundo.
(Foto:Fernando Frazão/Agência Brasil)
Todas as mortes registradas nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), nos CRSs (Centros Regionais de Saúde) e no Serviço de Atenção Domiciliar de Campo Grande passarão a ser analisadas por uma comissão permanente criada pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde).
A medida foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (7) e estabelece uma revisão contínua dos óbitos ocorridos na rede municipal de urgência e emergência. O objetivo é identificar possíveis falhas no atendimento, situações que precisem de esclarecimento e padrões que possam ajudar na melhoria dos serviços.
A comissão terá acesso a prontuários, laudos de necropsia e relatórios produzidos pelas unidades. Estão incluídas no acompanhamento as seis UPAs, quatro CRSs e o serviço de atendimento domiciliar do município.
Quando houver dúvidas sobre a assistência prestada ao paciente, o caso poderá ser classificado como “óbito a esclarecer”. A comissão, porém, não terá poder para concluir se houve erro, negligência, imprudência ou imperícia profissional. Essas avaliações continuarão sob responsabilidade dos conselhos de classe.
Se forem identificados indícios de irregularidades, o caso deverá ser encaminhado à GRAUE (Gerência da Rede de Atenção às Urgências e Emergências) em até cinco dias úteis. A partir disso, poderão ser acionadas instâncias como as Comissões de Ética Médica e de Enfermagem.
A resolução também determina que mortes relacionadas a eventos adversos graves, falhas no sistema ou problemas recorrentes nos registros sejam comunicadas à área de segurança do paciente.
A comissão deverá elaborar relatórios mensais e anuais com informações como idade, sexo, raça ou cor, bairro de residência, causa da morte, tempo de permanência na unidade, condições de entrada, doenças anteriores e horário em que o óbito ocorreu.
Segundo a Sesau, os dados serão utilizados para identificar padrões, revisar protocolos, prevenir novos casos e aprimorar a gestão de riscos na rede municipal de saúde.
O grupo será formado por seis integrantes titulares — três médicos, dois enfermeiros e um profissional de outra área da saúde — além dos respectivos suplentes. Os membros terão mandato de dois anos e deverão manter sigilo sobre as informações analisadas.
A resolução proíbe o compartilhamento de dados de prontuários e discussões de casos em aplicativos como WhatsApp e Telegram ou em redes sociais.
A criação da comissão ocorre em meio a discussões sobre mortes registradas na rede de saúde da Capital. Um dos casos recentes envolve o menino João Guilherme Jorge Pires, de 9 anos, que morreu em abril após passar por diferentes unidades de atendimento. O caso é investigado pela Polícia Civil como homicídio culposo.
Com informações do Campo Grande News
Receba as notícias no seu Whatsapp. Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal
Leia Também
Corumbá amplia horários de exames e consultas no Outubro Rosa
Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais de Corumbá cobram criação de Plano de Cargos e Carreiras
Corumbá terá ações gratuitas de prevenção à sífilis durante outubro
Mortes fetais e de bebês aumentam mais de 20% em Mato Grosso do Sul
Saúde de Corumbá realizou mais de 114 mil atendimentos de urgência entre maio e agosto
Saúde inicia atendimentos na Escola Jatobazinho, no Alto Pantanal
Salas de vacina de Corumbá funcionam em horário ampliado até 2 de outubro
Passo do Lontra recebe mutirão de saúde neste fim de semana
Passo do Lontra recebe atendimentos de saúde neste fim de semana