Peixes expostos para venda em peixaria.
(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)
A Semana Santa é um dos períodos de maior consumo de pescado no Brasil. Por ser uma tradição católica que substitui a carne vermelha pelo peixe, o fluxo nos mercados e feiras aumenta consideravelmente, o que exige do consumidor um olhar mais atento. Como o peixe é um alimento extremamente perecível, o cuidado deve começar já no momento da compra para evitar riscos de intoxicação alimentar, como a provocada pela histamina em produtos mal conservados.
Como identificar o peixe fresco
Especialistas e órgãos de vigilância sanitária recomendam observar sinais visuais, olfativos e táteis específicos antes de levar o produto para casa:
- Olhos: Devem estar brilhantes, salientes e translúcidos. Olhos fundos, opacos ou acinzentados indicam que o peixe não é fresco.
- Guelras (Brânquias): Devem apresentar cor avermelhada ou rosada, estar úmidas e sem muco. Fuja de guelras cinzas ou amarronzadas.
- Pele e Escamas: A pele deve estar firme, úmida e com brilho. As escamas precisam estar bem aderidas ao corpo e não devem soltar facilmente ao passar o dedo.
- Carne: Ao pressionar a carne com o dedo, ela deve ser elástica e retornar rapidamente à forma original. Se a marca do dedo permanecer, o peixe já iniciou o processo de deterioração.
- Odor: O cheiro deve ser suave e característico do mar ou rio. Odores fortes, azedos ou que lembrem amônia são sinais claros de alerta.
Dicas de armazenamento e conservação
A segurança alimentar continua após a compra, garantindo que o banquete da Sexta-Feira Santa seja seguro. Para isso sia algumas dicas:
- Logística de compra: Como as feiras costumam estar cheias na Semana Santa, deixe para comprar o peixe por último na sua lista para garantir que ele fique o menor tempo possível fora da refrigeração.
- Na Geladeira: Peixes crus devem ser mantidos em recipientes fechados, preferencialmente na parte mais fria da geladeira (entre 0°C e 4°C), por no máximo 1 a 2 dias antes do preparo.
- No Freezer: Se comprou com muita antecedência para a Páscoa, congele imediatamente. Peixes magros (como tilápia) duram até 6 meses, enquanto peixes gordos (como salmão) devem ser consumidos em até 3 meses.
- Descongelamento Seguro: Jamais descongele o peixe em temperatura ambiente. O ideal é transferi-lo do freezer para a geladeira na véspera do preparo.
Receba as notícias no seu Whatsapp. Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal.
Leia Também
Lavar esses alimentos antes do preparo pode contaminar tudo
Saúde ocular vai além das consultas e movimenta diferentes serviços e marcas
Brasileiros com diabetes defendem uso de tecnologias no tratamento
Definida a empresa que vai construir a nova maternidade de Corumbá
Brasil e Paraguai debatem criação de calendário vacinal unificado nas fronteiras
Mato Grosso do Sul é destaque nacional em aleitamento materno exclusivo
Ypê orienta consumidores a não usar nem descartar produtos de lote 1
Maio Vermelho: Posto de Ladário realiza palestra preventiva ao câncer bucal
Servidores do judiciário de Corumbá revelam como a corrida transformou suas vidas