Corumbá e Ladário seguem com ações intensificadas para manter as cidades sem casos registrados.
(Foto: Rede de Frio)
De acordo com números atualizados do Ministério de Saúde e Esportes da Bolívia, divulgados na sexta-feira, 15 de agosto, o número de casos de sarampo notificados no país são de 243 em oito departamentos. Santa Cruz de La Sierra, capital da Bolívia, possui a maior concentração com 204 casos; na sequência vem La Paz com 13; Cochabamba com sete; Potosí com seis; Chuquisaca, Oruro e Beni com quatro cada um; e Pando com um caso.
O aumento de casos da doença na Bolívia preocupa as Secretarias de Saúde, tanto na esfera estadual quanto municipal. Devido a fronteira seca com alto fluxo de pessoas entre a Bolívia e Corumbá, o risco de reintrodução do vírus em Mato Grosso do Sul é real. Desde os primeiros casos confirmados no país vizinho, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) intensificou as ações epidemiológicas para bloquear o surgimento de casos da doença, com foco nas regiões de Corumbá e Ladário.
O Ministério da Saúde, também preocupado, enviou 600 mil doses de vacina para a Bolívia. O carregamento foi encaminhado por Corumbá no 12 de julho para reforçar a vacinação no país vizinho e, assim, reduzir o risco do vírus atravessar a fronteira.
O epicentro da doença na Bolívia, está na Capital Santa Cruz, que contabiliza 204 casos e fica há 656 km de distância de Corumbá. As cidades bolivianas que fazem fronteira com a Capital do Pantanal ainda não tiveram notificações da doença.
Em Corumbá, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, não há casos confirmados. Ladário também segue sem casos suspeitos. Ambos os municípios estão realizando ações permanentes de prevenção à doença, com busca ativa nas escolas e implantação do novo protocolo de dose zero, determinada pelo Ministério da Saúde.
Nesse novo protocolo, o calendário vacinal do sarampo que antes previa a aplicação da tríplice viral aos 12 meses, com reforço aos 15 meses, agora inicia em bebês a partir de seis meses, devido ao aumento do risco de complicações.
Nota técnica da SES reforça que a dose zero não substitui as vacinas que já estão previstas no calendário de rotina e não é contabilizada para fins de cobertura vacinal, ou seja, funciona como proteção adicional aos bebês e está sendo aplicada em todos os municípios do Estado considerados vulneráveis à circulação do vírus.
Monitoramento
De acordo com a SES, Mato Grosso do Sul não registra casos confirmados de sarampo desde 2020, quando houve 10 confirmações em Campo Grande. Em 2019, foram quatro casos: dois em Três Lagoas e dois na Capital.
No Brasil, 21 casos de sarampo foram contabilizados neste ano, sendo três importados e dois sem histórico de viagem ou contato com viajantes. Desse total, 16 casos ocorreram somente no Estado do Tocantins.
O sarampo é uma doença altamente contagiosa, que tem como principais sintomas: febre, erupções na pele, tosse e mal-estar intenso. Complicações podem levar à morte, e o método mais recomendado e eficaz de combate à doença é a vacinação
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