Procedimento inclui microchip, medicação e cuidados pós-operatórios para garantir recuperação dos animais.
(Foto: Clóvis Neto/PMC)
A Caravana de Castração gratuita de cães e gatos em Corumbá ampliou o número de procedimentos previstos para 1.600, após aumento da procura. A ação, que começou nesta semana, segue até 20 de agosto no Poliesportivo Nação Guató, na rua Geraldino Martins de Barros, bairro Centro América.
Segundo a diretora-presidente da Fundação de Meio Ambiente do Pantanal, Cristina Fleming, o trabalho começou com 1.400 vagas, mas a demanda levou à ampliação. Tutores que não se inscreveram previamente podem tentar atendimento no local. “Neste primeiro momento, para buscar o encaixe, o tutor não deve levar o animal. O procedimento começa com cadastro e agendamento. O pet retorna no dia e horário marcados”, explicou.
O serviço atende animais com idade entre seis meses e oito anos. Para a cirurgia, é exigido jejum de oito horas de comida e seis de água. “Cães operados pela manhã devem receber a última refeição entre 23h30 e meia-noite do dia anterior; gatos atendidos à tarde, até as 06 horas do mesmo dia. Não observando as regras será reprovado na triagem, mas poderá reagendar”, orientou a médica-veterinária Arleni Mesquita Morinigo, gerente de Bem-Estar Animal da Prefeitura de Corumbá.
Não são aceitos animais obesos, com mais de oito anos ou com doenças como leishmaniose, esporotricose e cinomose. Após a triagem, eles recebem pré-anestésico e aguardam a cirurgia, que dura de 30 a 40 minutos. Pela manhã são atendidos cães; à tarde, gatos machos e fêmeas em ambos os turnos.
No pós-operatório, os animais permanecem em observação por cerca de 40 minutos e recebem medicação, roupa cirúrgica, cone, microchip e instruções de cuidados por dez dias. “O tutor leva o animal com todos os itens necessários e medicação para quatro dias. Há um telefone de emergência 24 horas. É seguro, mas o sucesso depende dos cuidados posteriores”, afirmou Franciele Neves, da equipe estadual da campanha.
A mobilização conta com apoio de ONGs locais. Para Daniele dos Santos, da ACLA, a ação é fruto de anos de reivindicação. “Foi uma luta antiga para garantir um serviço gratuito, que evita reprodução descontrolada e doenças. Agora que conquistamos, não vamos abrir mão”, disse.
A presidente do GAPA, Zenilda Torres da Conceição, lembrou a importância da prevenção. “Temos casos de leishmaniose e esporotricose. Castrar é reduzir esses índices. É um ato de amor, que evita sofrimento e garante qualidade de vida”, afirmou.
Moradora da cidade, Sofia Laura Souza Ribeiro levou o cão Ciso, de nove meses, e avaliou o impacto coletivo. “A castração é importante não só para o animal, mas para a saúde pública. Evita crias indesejadas e contribui para o bem-estar geral”, disse.
As inscrições são gratuitas e feitas no Poliesportivo Nação Guató, com apresentação de documento de identidade, CPF, comprovante de residência e dados do animal. O atendimento segue até 20 de agosto ou até o preenchimento das vagas.
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